Flávio e Netanyahu prometem estreitar laços entre Brasil e Israel em caso de vitória

Candidato brasileiro teve conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense na quinta-feira após o primeiro turno; Netanyahu também enfrenta eleições acirradas

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Bloomberg — O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), prometeram “renovar a profunda amizade” entre seus países em uma conversa por telefone, semanas antes de ambos enfrentarem eleições acirradas.

Netanyahu parabenizou Flávio Bolsonaro pelo seu desempenho no primeiro turno das eleições no Brasil e o convidou a visitar Israel durante uma conversa por telefone na quinta-feira (8), de acordo com um comunicado do governo israelense. Flávio Bolsonaro, por sua vez, convidou o primeiro-ministro a visitar o Brasil, informou o comunicado.

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Flávio ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que tem mantido um clima de tensão com o governo de Netanyahu ao longo de seu mandato — no primeiro turno realizado no domingo (4), posicionando-se como favorito no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O filho mais velho do ex-líder Jair Bolsonaro, que estabeleceu laços fortes com Netanyahu durante sua presidência, prometeu aproximar o Brasil de Israel caso vença a eleição.

O primeiro-ministro israelense também está no meio de uma campanha eleitoral decisiva. Pesquisas de opinião indicam que sua coalizão de direita pode não alcançar a maioria no parlamento de 120 cadeiras do país na votação de 27 de outubro.

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A vitória de Flávio Bolsonaro impulsionaria uma onda de vitórias conservadoras que têm fortalecido as relações com Israel em toda a América Latina, e alguns países mudaram completamente suas posições em relação ao Oriente Médio.

O novo presidente Abelardo de la Espriella está reconstruindo rapidamente a parceria política e de defesa da Colômbia com Israel, em nítido contraste com seu antecessor, que apoiou um processo por genocídio contra Israel pela guerra em Gaza no Tribunal Internacional de Justiça. O novo governo do Peru, liderado por Keiko Fujimori, mantém relações cordiais com Israel e recentemente rompeu laços com o Irã.

Nesta semana, Netanyahu recebeu uma delegação paraguaia para discutir o fortalecimento das relações e a ampliação da cooperação.

Netanyahu apoiou Bolsonaro este ano depois que o senador se comprometeu a transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, ecoando um apelo feito por Jair Bolsonaro durante sua presidência.

Lula tem sido um crítico ferrenho da guerra de Israel em Gaza e, em 2024, retirou o embaixador do Brasil de Tel Aviv em meio a uma disputa diplomática sobre o conflito. Ele tem criticado Netanyahu repetidamente, citando-o nominalmente.

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A mudança de postura da América Latina em relação a Israel contrasta com as visões de muitos países ocidentais, que estão ficando cada vez mais impacientes com as contínuas operações militares do país em Gaza. Nações como o Reino Unido, a França e o Canadá tomaram medidas para impor sanções aos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

A Holanda, por sua vez, proibiu a importação e a venda de produtos originários dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, bem como em Jerusalém Oriental e nas Colinas de Golã, conquistadas por Israel em 1967 e posteriormente anexadas, mas consideradas pela maior parte do mundo como territórios ocupados.

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