Bloomberg — A economia brasileira acelerou mais do que o esperado no início do ano, impulsionada por estímulos do governo e pelo forte desempenho da mineração, que sustentaram o crescimento apesar dos juros em dois dígitos.
Dados oficiais divulgados na sexta-feira (29) mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,1% nos três primeiros meses de 2026, acima da estimativa mediana de 1,0% dos analistas consultados pela Bloomberg. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a economia cresceu 1,8%.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem ampliado programas de assistência social para amortecer o impacto da guerra com o Irã sobre os preços de energia e estimular o consumo antes de sua tentativa de reeleição em outubro.
Isso ajudou a economia a se recuperar após o crescimento modesto do trimestre anterior, afetado pelo peso da taxa básica de juros, mantida em quase 15%.
Com taxa de aprovação abaixo de 50%, Lula anunciou programas que incluem renegociação de dívidas, redução de impostos sobre combustíveis e subsídios para a população de baixa renda.
Juntos, os estímulos podem acrescentar mais de 1 ponto percentual ao crescimento do PIB neste ano, segundo estimativas de economistas.
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As medidas reforçaram o orçamento das famílias, mas também ampliaram os déficits e alimentaram a inflação, que acelerou nos últimos meses devido ao aumento dos custos de combustíveis e alimentos. A pressão combinada tem gerado dúvidas sobre a capacidade das autoridades de continuar afrouxando as condições financeiras restritivas.
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