Bloomberg — A França planeja proibir a importação de alimentos da América do Sul ou de outros países que contenham pesticidas cujo uso foi proibido na União Europeia.
O primeiro-ministro Sebastien Lecornu disse que um decreto será emitido nos próximos dias para suspender a importação de produtos que contenham resíduos de substâncias como mancozeb, glufosinato, tiofanato-metil e carbendazim.
“Abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, uvas e maçãs da América do Sul ou de outros lugares não poderão mais entrar no território nacional”, disse Lecornu em um post no X no domingo.
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Os agricultores tentaram bloquear a assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul na América do Sul, alegando preocupações com importações mais baratas e sua conformidade com os padrões ambientais e de saúde da União Europeia.
Depois que algumas medidas de salvaguarda foram introduzidas no texto, as autoridades europeias estão agora buscando uma ratificação em meados de janeiro.
Lecornu disse que o novo decreto é um “primeiro passo” destinado a proteger os consumidores e as cadeias de suprimentos e, ao mesmo tempo, combater a concorrência desleal.
“As inspeções reforçadas serão realizadas por uma unidade especializada para garantir a conformidade com nossos padrões de saúde”, disse ele.
Os fazendeiros da França também têm bloqueado estradas para protestar contra o abate de gado como parte de medidas rigorosas para combater doenças animais.
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Os protestos se somaram à crescente turbulência política da França após três colapsos governamentais no ano passado. Lecornu tem se esforçado para adotar um orçamento de austeridade.
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