Bloomberg — A Suzano, uma das maiores exportadoras de celulose do mundo, planeja manter a produção abaixo da capacidade total ao longo de 2026, à medida que a desvalorização do dólar americano pressiona a receita, disse o CEO João Alberto Abreu.
A companhia divulga seus resultados em reais, mas a maior parte das vendas é realizada em dólares, e a recente fraqueza da moeda americana tem limitado os números de faturamento.
Abreu afirmou que a empresa está focada na redução de custos e manterá a produção cerca de 3,5% abaixo da capacidade total até o fim de 2026, após ter reduzido o nível para esse patamar no ano passado.
“Temos a obrigação de entender a rentabilidade e analisar o negócio com um alto nível de detalhe”, disse Abreu em entrevista à Bloomberg News.
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A Suzano registrou queda de 14% no lucro antes de itens como juros e impostos no quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior.
A decisão sobre a produção ocorre enquanto a Suzano e outros produtores de celulose tentam implementar aumentos de preços após meses de fraqueza, impulsionados pela demanda deprimida e pela turbulência tarifária.
Os preços ainda estão abaixo dos níveis históricos, afirmou o diretor financeiro Marcos Assumpção, acrescentando que as condições de mercado tornam crucial para a empresa “manter disciplina”.
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