Bloomberg — A Cofco International informou que começou a carregar um navio graneleiro com milho argentino destinado à China, no que será o primeiro embarque desse tipo em mais de 15 anos, à medida que os dois países ampliam o comércio agrícola.
O acordo ocorre após a China liberar as importações de milho argentino em 2024 e em meio a uma safra recorde, cuja colheita começou recentemente no país. No ano passado, a China também comprou um carregamento raro de trigo argentino, o primeiro em décadas.
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O embarque de cerca de 34 mil toneladas de milho é realizado no terminal portuário da Cofco em Timbúes, na Argentina, e tem como destino o setor de ração animal chinês, informou a divisão de trading do grupo em comunicado divulgado nesta quarta-feira (1º).
“A carga reflete o crescente alinhamento entre os dois mercados e oferece uma origem adicional para compradores chineses”, disse a Cofco.
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Os dois países mantêm uma relação comercial robusta sob a liderança do presidente Javier Milei, que chegou a prometer reduzir laços com Pequim caso fosse eleito.
A China tem recorrido cada vez mais à América do Sul para o comércio de grãos. Embora o país asiático tenha comprado milhões de toneladas de milho dos Estados Unidos no passado, também vem buscando diversificar suas cadeias de abastecimento de ração.
O afastamento das safras americanas se acelerou sob as políticas tarifárias do presidente Donald Trump.
O Brasil, potência agrícola, já é o principal fornecedor de soja da China e viu os embarques de milho crescerem após a liberação em 2022.
Neste ano, o país também enviou à China sua primeira carga de DDG (grãos secos de destilaria), subproduto do etanol de milho usado em ração animal.
Enquanto isso, nenhum milho dos Estados Unidos foi vendido à China na atual temporada, apesar de as exportações do maior exportador mundial de milho estarem em ritmo recorde neste ano.
-- Com a colaboração de Michael Hirtzer.
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