Bloomberg Línea — Muito antes de os celulares dobráveis se tornarem realidade, o minúsculo Nokia 1100 se tornou um dos telefones móveis mais populares do início dos anos 2000.
Sua tela monocromática, suas teclas prateadas e o joguinho “cobrinha” fizeram desse celular um sucesso que hoje volta a despertar o interesse daqueles que buscam reviver um pouco dessa nostalgia.
O modelo chegou ao mercado com um preço médio de US$ 100 e suas altas vendas o transformaram no celular mais vendido da história, com 250 milhões de unidades comercializadas, segundo o Guinness World Records.
“Econômico, resistente e amplamente disponível, o Nokia 1100 chegou bem a tempo de aproveitar a revolução das comunicações no mundo em desenvolvimento, especialmente na Índia, e continua sendo um símbolo da nova era sem fio”, diz a publicação.
Quanto custará um Nokia 1100 em 2026?
Hoje ainda é possível encontrar o Nokia 1100 no mercado de segunda mão. Plataformas como o eBay e o Mercado Livre oferecem aparelhos cujos preços variam de US$ 27,49 a US$ 93, dependendo do estado de conservação e das condições do aparelho. No Marketplace do Facebook também é possível encontrar aparelhos por cerca de US$ 23.
Na rede social, grupos de colecionadores de itens retrô costumam oferecer o Nokia 1100 junto com outros celulares populares daquela época.
Uma das ofertas mais caras encontradas é do Mercado Livre México, onde o celular é vendido em uma versão com a moldura preta por 1.600 pesos mexicanos, o que equivale a cerca de US$ 93.
Embora essa tenha sido uma das versões mais populares, em alguns mercados também foram distribuídas edições com o contorno nas cores azul, vermelho ou amarelo.
O Nokia 1100 contava com os recursos básicos que eram padrão na época: chamadas, mensagens SMS e jogos, entre eles o popular “viborita”.
O retorno da Nokia e dos ‘celulares básicos’
O Nokia 1100 não é o único modelo da marca que despertou o interesse dos consumidores que buscam celulares básicos.
Há algumas semanas, a HMD lançou o Nokia 300 Charge, um aparelho com funcionalidades mínimas semelhantes às dos celulares daquela época. Sua bateria pode durar até 40 dias e também permite carregar outros aparelhos.
O renovado interesse por esse tipo de aparelho coincide com a tendência dos chamados “dumb phones” — telefones com funções básicas e sem conexão à Internet —, que buscam oferecer uma alternativa para reduzir o tempo passado diante das telas e promover o desligamento digital.
A HMD chegou a lançar uma edição da Barbie que relembrava o design dos celulares com tampa que marcaram a década de 2000. O aparelho, na cor rosa e sem acesso à internet, juntou-se à tendência de reviver designs e experiências associadas aos celulares daquela época.