Bloomberg Línea — Buenos Aires, Santiago e Lima são as três melhores cidades da América Latina e do Caribe em 2026, de acordo com o Global Cities Index publicado pela Oxford Economics em 15 de setembro.
Nesta terceira edição do índice, a consultoria analisou 1.000 cidades em todo o mundo, incluindo 113 na região.
Para a elaboração da lista, foram analisados 27 indicadores agrupados em cinco categorias: capital humano, qualidade de vida, meio ambiente, governança e economia. Com base nessa metodologia, Buenos Aires ficou em primeiro lugar.
A capital argentina lidera a região na 138ª posição no ranking global, destacando-se por seu reservatório de talentos, suas universidades e a concentração de sedes corporativas.
“Buenos Aires está aproveitando sua sólida base de capital humano e seus custos de moradia relativamente baixos para subir de posição nos rankings deste ano, oferecendo assim importantes oportunidades no mercado de consumo”, destaca o relatório.
O segundo lugar fica com a capital chilena, Santiago, que ocupa a 155ª posição no ranking mundial e é reconhecida por sua diversidade econômica, forte presença institucional, ampla base de talentos qualificados e ambiente empresarial favorável.
“O desempenho recente de Santiago tem sido impulsionado por seu notável polo de serviços financeiros e empresariais localizado no nordeste da cidade”, destaca o relatório.
“A correspondência do fuso horário com a América do Norte, o investimento contínuo em infraestrutura e os custos operacionais competitivos posicionaram a cidade como um local cada vez mais atraente para a prestação de serviços compartilhados sob o modelo de nearshoring”.
Lima, na 196ª posição no ranking internacional, completa o pódio da América Latina e do Caribe, embora tenha maior potencial do que as cidades que, no momento, a superam.
A capital peruana chegou até a receber um comentário específico do autor principal do Global Cities Index, Liam Sides.
“Olhando para o futuro, Lima é a cidade com maior potencial de ascensão em nosso ranking. Prevê-se que seu PIB cresça 3,2% ao ano, em média, durante a próxima década: quase o dobro do ritmo de grandes cidades comparáveis, como São Paulo, e em linha com o crescimento esperado nas cidades mais dinâmicas da Europa e do Oriente Médio”, afirmou o autor.
A Cidade do México, graças ao volume de seu PIB e aos seus elevados indicadores de capital humano, ficou em quarto lugar na região, seguida pela Cidade do Panamá, um dos centros logísticos mais importantes da região.
A seguir, o top 10 das melhores cidades da América Latina e do Caribe em 2026, bem como sua posição no ranking mundial:
- Buenos Aires (138)
- SanTiago (155)
- Lima (196)
- Cidade do México (221)
- Cidade do Panamá (280)
- São Paulo (292)
- San José, CR (297)
- Bogotá (299)
- Monterrey, México (314)
- Brasília (335)
A Oxford Economics destaca em seu índice algumas cidades da América Latina e do Caribe que não fazem parte do top 10, embora tenham potencial de crescimento e estejam chamando a atenção.
Uma delas é Arequipa, a segunda maior cidade do Peru e um importante centro mundial do cobre, cujo PIB anual registrou um crescimento médio de 5,1% nas duas últimas décadas.
Georgetown, a capital da Guiana, destaca-se como a cidade com os maiores ganhos econômicos individuais da região, graças às suas riquezas naturais, com uma taxa média de crescimento de 12,6% ao ano nos últimos 20 anos.
Medellín, na Colômbia, também chama a atenção e figura entre as cidades regionais que a Oxford Economics recomenda acompanhar.
Brasília e Monterrey são outras duas cidades latino-americanas que merecem atenção.
Brasília “agora está impulsionando o crescimento em setores complementares, como os serviços financeiros e empresariais”, enquanto Monterrey, “a vencedora do nearshoring na América do Norte nos últimos anos”, está reforçando seu papel como motor industrial do México, elogia a Oxford Economics.
Eis a posição dessas cidades no ranking mundial:
- Monterrey - 314
- Brasília - 335
- Medellín - 370
- Arequipa - 417
- Georgetown - 721