Bloomberg — A BP nomeou Ian Tyler como presidente do conselho de administração, após um período interino à frente do conselho neste verão, na sequência da destituição inesperada de Albert Manifold em maio.
Tyler, que anteriormente foi presidente da Cairn Energy, ocupa atualmente esse cargo na Grafton Group e também é diretor independente sênior da Anglo American.
Ele ingressou no conselho da BP em 2025 e sua nomeação sinaliza um desejo de continuidade após um período de turbulência na diretoria, de acordo com Lydia Rainforth, analista do Barclays.
“A nomeação do atual presidente interino sinaliza uma escolha deliberada pela estabilidade após 18 meses turbulentos no conselho”, afirmou Rainforth em uma nota.
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Essas medidas também ressaltam que a diretora executiva Meg O’Neill está no comando da gigante petrolífera sediada em Londres após ingressar na empresa em abril como a primeira mulher a ocupar o cargo de diretora executiva em uma grande petrolífera e a primeira pessoa de fora da BP contratada para o cargo de liderança.
O’Neill agiu rapidamente para reestruturar a empresa, vendendo ativos de baixo retorno e simplificando a estrutura corporativa.
As ações da BP subiram até 1,6% nas negociações em Londres, antes de reverterem parte desses ganhos.
A nova CEO se beneficiou do impulso proporcionado pela guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo e do gás. Isso tem sido particularmente favorável para empresas com operações robustas de refino e comercialização, como a BP.
O’Neill também afirmou que seria “prudente” que a BP deixasse de se considerar uma “supermajor”.
Os investidores têm acompanhado de perto a recuperação do balanço patrimonial da BP, na esperança de que isso coloque a empresa no caminho para retomar as recompras de ações, que foram suspensas no início deste ano para priorizar o pagamento da dívida.
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No ano passado, a empresa sofreu pressão do acionista ativista Elliott Investment Management para se concentrar em seus negócios tradicionais de petróleo e gás e se afastar de empreendimentos de baixo retorno. O’Neill, uma entusiasta dos combustíveis fósseis, foi contratada com um mandato claro para fazer exatamente isso.
Menos de dois meses após assumir o cargo, O’Neill e o conselho demitiram Manifold devido a sérias preocupações relacionadas a “padrões de governança, supervisão e conduta”, sem dar mais detalhes.
Manifold foi demitido apenas oito meses após assumir o cargo, para o qual havia sido contratado com o objetivo de recuperar a gigante do petróleo, que passava por dificuldades. Manifold afirmou ter sido demitido da BP sem nenhuma explicação.
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A diretora independente sênior Amanda Blanc, que liderou a busca tanto por Tyler quanto por Manifold, deixará o conselho, informou a BP em comunicado na quarta-feira.
Blanc, que reestruturou a Aviva Plc após assumir o cargo de CEO em 2020, informou ao conselho da BP que não se candidatará à reeleição na Assembleia Geral Anual de 2027. Ela deixará o cargo assim que um sucessor for nomeado para o cargo de diretora sênior independente.
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