Bloomberg — O CEO da BlackRock, Larry Fink, demonstrou otimismo com os investimentos na Venezuela após a reestruturação desencadeada pela saída de Nicolás Maduro do poder.
“Estou, na verdade, bastante otimista com a oportunidade de investir na Venezuela”, disse Fink em um painel em Nova York nesta segunda-feira (11), acrescentando que o país rico em petróleo poderia ser levado “de volta ao seu auge”.
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Investidores têm se voltado para os ativos do país desde a remoção de Maduro pelo governo de Donald Trump, em janeiro, alimentando expectativas de que uma virada política possa abrir caminho para negociações de reestruturação da dívida.
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Na semana passada, o governo americano autorizou a Venezuela a contratar assessores para eventuais conversas sobre a dívida — um passo fundamental na aguardada trajetória para reestruturar os US$ 60 bilhões em títulos em default do país.
O chefe da maior gestora de ativos do mundo afirmou que a América Latina, de forma mais ampla, emerge do que ele descreveu como um longo período de “tempo perdido”, marcado por frequentes oscilações políticas. “Começamos a ver um pouco mais de esperança na região agora”, disse.
A demanda crescente por infraestrutura de inteligência artificial também pode beneficiar economias com abundância de energia solar e recursos de hidrocarbonetos, acrescentou.
“A demanda cresce mais rápido do que a oferta”, afirmou Fink. “Isso pode ser uma florada para o Brasil, para muitos países.”
As bolsas do Brasil, do Chile e do México operam próximas a máximas históricas, com investidores citando a relativa blindagem da região em relação às tensões geopolíticas e sua exposição a empresas beneficiadas pela demanda crescente por commodities ligadas à IA e minerais críticos.
-- Com a colaboração de Silla Brush.
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