Bloomberg — O Goldman Sachs elevou a remuneração do CEO David Solomon para US$ 47 milhões, encerrando um ano em que as ações do banco de investimento dispararam e seu principal executivo reafirmou o controle sobre a liderança da instituição.
O conselho concedeu a Solomon um salário-base de US$ 2 milhões e US$ 45 milhões em bônus na forma de ações, dinheiro e participação em carried interest, segundo um documento divulgado nesta sexta-feira (23).
O valor representa um aumento de 21% em relação à remuneração de 2024, quando ele recebeu um pacote de US$ 39 milhões, além de um bônus relevante de retenção de longo prazo.
A cifra ficou acima dos US$ 43 milhões pagos ao CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, referentes a 2025.
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Sob a liderança de Solomon no ano passado, o Goldman registrou receitas recordes em sua divisão de banco de investimento e mercados, além de taxas de administração recordes no negócio de gestão de ativos.
Impulsionadas por uma economia americana em expansão e por um ambiente regulatório mais leve, as ações do Goldman Sachs (GS) subiram quase 54% no ano passado, superando rivais como Morgan Stanley e JPMorgan, embora tenham ficado atrás do desempenho do Citigroup.
O pacote de remuneração de Solomon vem na esteira do anúncio, no ano passado, de dois bônus de retenção de US$ 80 milhões destinados ao CEO e ao presidente e COO, John Waldron.
Esses prêmios, aprovados em votação de acionistas em abril, apesar da controvérsia em torno de seu tamanho e estrutura, serão adquiridos em janeiro de 2030 e foram amplamente interpretados como uma estratégia para manter Waldron na instituição como eventual sucessor de Solomon.
Junto com a valorização das ações do Goldman, esses prêmios já aumentaram cerca de 50% em valor desde a data de concessão, em janeiro do ano passado.
Ao mesmo tempo, o banco lançou um programa para conceder a alguns de seus principais executivos uma participação no carried interest gerado pelos fundos de mercados privados administrados pela área de gestão de ativos.
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