Airbnb vai cobrar taxa de até 2% para pagamentos em moeda diferente da listagem

Medida que entra em vigor em 1º de abril mostra que a plataforma de estadias pode se alinhar com as práticas da indústria, disse a empresa à Bloomberg News

The logos of Airbnb Inc. sit on banners displayed outside a media event in Johannesburg, South Africa, on Monday, July 27, 2015. Airbnb is hoping to spread its unique brand of hospitality throughout Africa. Photographer: Waldo Swiegers/Bloomberg
Por Natalie Lung e Yueqi Yang
27 de Janeiro, 2024 | 08:34 AM

Bloomberg — O Airbnb planeja aumentar a taxa de serviço para hóspedes que façam reservas e pagamentos em moedas diferentes daquela em que um imóvel for listado em sua plataforma, em nova ação para ampliar as receitas à medida que avança em novos mercados internacionais.

A partir de 1º de abril, uma taxa adicional de até 2% será cobrada dos hóspedes se eles pagarem em uma moeda diferente da listada do imóvel, disse o Airbnb em seu site. Isso elevaria a taxa de serviço para hóspedes para até 16,5% do subtotal, excluindo impostos. Os anfitriões também podem optar por adicionar uma taxa de limpeza, o que tem provocado reclamações de alguns hóspedes que a consideram excessiva.

“De tempos em tempos, ajustamos nossas taxas para melhorar a compatibilidade com o valor que fornecemos”, disse a empresa com sede em São Francisco em um e-mail aos usuários na quarta-feira (24).

LEIA +
A nova estratégia do Airbnb: destacar quem é bem avaliado e oferecer IA

A mudança poderia gerar aproximadamente de US$ 200 milhões a US$ 500 milhões em lucro adicional em 2025, de acordo com o analista da TD Cowen, Kevin Kopelman.

PUBLICIDADE

Embora o impulso possa ser reduzido se os usuários decidirem mudar para pagar na moeda local no momento do checkout, ainda pode haver um impacto de um dígito alto no Ebitda de 2025, escreveu Ken Gawrelski, analista do Wells Fargo, em uma nota.

“Às vezes, fazemos alterações para nos dar flexibilidade para oferecer e avaliar novos produtos, recursos e políticas, incluindo taxas”, disse Sam Randall, porta-voz da Airbnb (ABNB), em um comunicado separado para a Bloomberg News.

“A atualização da taxa de serviço é um exemplo de nós habilitando a capacidade de alinhar nossa plataforma com as práticas da indústria e não se espera que afete a maioria de nossos hóspedes, já que as transações de cross border representam um percentual menor das reservas”, acrescentou.

PUBLICIDADE

As ações do Airbnb subiram 5,3%, para US$ 149,62, no fechamento de sexta-feira (26), o valor mais alto desde 31 de julho de 2023.

O CEO Brian Chesky passou o último ano com medidas para tornar a acessibilidade uma de suas principais prioridades para tentar atrair mais usuários para a plataforma.

A empresa teve uma desaceleração no crescimento de reservas e receitas após o boom de viagens pós-pandemia e está focada em expandir mercados internacionais “subpenetrados”, como América Latina e região da Ásia-Pacífico. No terceiro trimestre, as reservas em países diferentes aumentaram 17% em relação ao ano anterior, informou a empresa.

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

Byju’s: de maior edtech do mundo a pedido de insolvência e saída de CEO no Brasil

Para o CEO do Airbnb, chegou a hora de a empresa colocar a ‘casa em ordem’

Na briga pelo brasileiro com conta global, Revolut faz nova aposta para crescer