Minério de ferro recua com dúvidas sobre a demanda chinesa e global

Cotação da commodity perdeu impulso nesta quinta (18) após quatro dias de altas; matéria-prima usada na siderurgia é o principal produto de exportação da Vale

Por

Bloomberg — O minério de ferro e o cobre recuaram nesta quinta-feira (18), depois de fortes altas no dia anterior, em meio a dúvidas sobre a demanda chinesa e global.

O cobre, um barômetro da economia mundial, já apagou os ganhos do ano na ausência de uma recuperação mais forte na China e uma perspectiva de demanda fraca em países desenvolvidos, em meio ao aperto monetário do Federal Reserve e de outros bancos centrais.

O metal havia saltado para a cotação mais alta desde janeiro, com expectativas de um avanço no impasse do teto da dívida nos EUA.

A produção chinesa de vergalhões de cobre, usados na fabricação de fios, caiu 3,5% em abril em relação ao mês anterior, para 828.000 toneladas, a primeira queda este ano, em meio a um volume de pedidos fraco, segundo a Shanghai Metals Market.

Mas os preços mais baixos do cobre estimulam a reposição de estoques. O prêmio pago pelo cátodo de cobre sobre os futuros de Xangai subiu pelo quarto dia, para 425 yuans por tonelada, o maior nível desde dezembro.

O cobre caiu 0,8%, para cerca de US$ 8.240 a tonelada na Bolsa de Metais de Londres, após subir 2,2% na quarta-feira.

Cotação do minério de ferro hoje

O minério de ferro caiu 1,4% em Singapura, para US$ 106,65 a tonelada, interrompendo um rali de quatro dias, com os investidores cautelosos em relação à demanda de aço na China e o aumento da oferta.

O mineral é o principal produto da Vale (VALE3), que exporta a maior parte da sua produção para a China.

“No longo prazo, os fundamentos do mercado de minério de ferro não são otimistas”, em parte devido ao fraco setor imobiliário, disse a consultoria especializada Minmetals Futures em relatório.

Os embarques do Brasil e Austrália devem aumentar em maio e junho, pressionando os preços, acrescentou a empresa.

-- Com a colaboração de Yee Xing Ng “Liz”.

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

Como o Mubadala se tornou um dos fundos mais disputados por startups e VCs

Dívida dos EUA: investidores veem outro risco aos mercados além do default