Exterior pressiona e leva dólar aos R$ 5,15, enquanto Ibovespa descola de NY

After Hours: a divisa americana registrou um avanço global na sessão desta segunda-feira (6) em dia de menor apetite a risco

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Bloomberg Línea — A queda da Vale (VALE3) pressionaram o Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (6), mas o avanço da Petrobras (PETR4) foi mais forte e impulsionou o índice já no final, com a alta do petróleo. O principal benchmark da Bolsa de São Paulo descolou dos mercados acionários americanos, que recuaram. Com apetite a risco reduzido, o dólar avançou e retomou o nível de R$ 5,15, seguindo o avanço global da divisa.

O mercado doméstico repercutiu ainda as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reafirmou críticas à independência do Banco Central. Lula chamou a postura do BC sobre as taxas de “vergonha” e instou as empresas a reclamarem sobre os custos dos empréstimos.

Investidores também monitoraram a posse de Aloizio Mercadante no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em discurso de posse, novo presidente do banco de desenvolvimento disse que não pretende disputar o financiamento a empresas com o setor privado.

Nos EUA, as ações apagaram parte dos ganhos deste ano, com os traders esperando para ver se Jerome Powell vai amortecer a reação otimista a seus comentários recentes - especialmente depois que os dados de empregos reforçaram as apostas de que o Federal Reserve manterá seu controle firme sobre a política. O chefe do Fed fala em evento nesta terça-feira (7).

As preocupações geopolíticas também ferviam em segundo plano, com os EUA se preparando para impor uma tarifa de 200% sobre o alumínio fabricado na Rússia e as ações chinesas listadas nos EUA caindo com a decisão de Washington de abater o suposto balão de vigilância da nação asiática.

Confira como fecharam os mercados nesta segunda-feira (6):

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