Bloomberg Línea — Os mercados repercutem nesta terça-feira (17) a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) da China enquanto monitoram os resultados de bancos dos Estados Unidos, como Goldman Sachs (GS) e Morgan Stanley (MS).
Os investidores também seguem acompanhando o Fórum Econômico Mundial, em Davos, à espera da participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
No Brasil, atenção para os resultados do IGP-10 e para o desenrolar da crise da Americanas (AMER3).
Confira as notícias que devem movimentar os mercados nesta terça-feira (17):
1. Haddad em Davos
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a Davos na segunda-feira (16), e, ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que “pretende levar recados do Brasil ao mundo”, segundo o site g1.
“O recado político, que a questão democrática, compromisso do Brasil em dar suporte para essas jornadas democráticas que o mundo está vivendo, sobretudo na América do Sul, mas reforçando o compromisso do Brasil com o combate a todo tipo de extremismo que vem dando a tônica no último período”, disse ele em conversa com jornalistas.
2. IGP-10
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,5% em janeiro, abaixo da previsão do mercado. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,36%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 4,27% em 12 meses.
Em janeiro de 2022, o índice subiu 1,79% no mês e acumulou alta de 17,82% em 12 meses. Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,06% em janeiro.
3. Mercados
Os mercados operavam com cautela nesta manhã após a divulgação de dados do PIB da China e à espera dos resultados dos bancos norte-americanos.
As ações na Ásia e os futuros dos Estados Unidos caíram, com os traders dando um passo para trás de um rali que levou as ações globais ao melhor começo desde 1988.
Um índice de referência de ações asiáticas caiu pelo segundo dia, com o índice Hang Seng em queda de mais de 1%. Os contratos das ações europeias também caíram.
As ações subiram no Japão, enquanto o iene caiu ligeiramente em relação ao dólar, com os operadores empurrando o rendimento do país de 10 anos acima do teto do banco central pelo terceiro dia, em apostas de que ajustará sua política de controle da curva de rendimento.
As ações negociadas em Hong Kong e na China continental estavam em sua maioria no vermelho depois que Pequim disse que seu crescimento econômico desacelerou no ano passado com as restrições da covid prejudicando a atividade.
Mas os dados do quarto trimestre e de dezembro melhores do que o previsto aumentam o otimismo de que pode haver uma recuperação.
Nos Estados Unidos, os futuros operavam em queda. O S&P caía 0,26%, Nasdaq, 0,37% e Dow Jones tinha queda de 0,20%.
O Ibovespa (IBOV) fechou outro pregão em queda, com as ações da Americanas caindo 38,41%, a R$ 1,94. Mais dois bancos entraram na Justiça contra a empresa: a exemplo do BTG Pactual, o Bank of America e o BV (ex-Banco Votorantim) pediram que a Justiça do Rio de Janeiro suspenda a liminar concedida na última sexta (13) em que proibiu a execução de dívidas e o bloqueio de valores da Americanas por 30 dias.
4. Manchetes do dia
Estadão: Com Pix, número de sequestros atinge maior patamar em 15 anos no Estado de São Paulo
Folha de S. Paulo: PGR denuncia e pede prisão de 39 suspeitos de atos golpistas e vandalismo no Senado
O Globo: Bela Megale: ministros do STF já têm avaliação sobre prender Bolsonaro agora; saiba qual
Valor Econômico: Americanas já sente pressão da indústria e de lojas do ‘marketplace’
5. Agenda
Acontece hoje, às 9h no horário de Brasília, a divulgação do relatório da Opep nos Estados Unidos. Por lá também é divulgado o índice Empire State de atividade industrial referente a janeiro, às 10h30. Às 17h, Williams, do Fomc, discursa.
-- Com informações da Bloomberg News
Leia também:
BofA e BV também vão à Justiça para derrubar proteção da Americanas
Os três maiores riscos de 2023, segundo CEOs e economistas em Davos
Além de Rial? Americanas contrata Rothschild para negociar com credores