Ibovespa destoa de NY e fecha último pregão de 2022 no vermelho; no ano, sobe 4,7%

After Hours: índices americanos sobem com dados do emprego, enquanto benchmark no Brasil cai 0,46% em dia de baixa liquidez; bolsas em Wall Street operam ainda amanhã

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) deixou de lado a alta que o levou ao patamar dos 111 mil pontos na abertura do pregão nesta quinta-feira (29) e fechou a última sessão de 2022 no vermelho, com queda de 0,46%, recuando com pressões de baixa da Petrobras (PETR3, PETR4).

No fechamento do ano, o Ibovespa subiu 4,69%, aos 109.734 pontos. O dólar subiu 0,29% e encerrou a R$ 5,28. No ano, a queda foi de 5,3%. A ação preferencial Petrobras PN perdeu 1,21%, e a ordinária Petrobras ON recuou 2,27% com a queda do petróleo no exterior.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou os últimos ministros de sua equipe nesta quinta-feira (29), mas não escolheu ainda quem comandará a estatal. Temores sobre o risco fiscal e os rumos da política de combustíveis também pressionaram a bolsa brasileira.

Nesta sexta-feira (30), os mercados domésticos ficarão fechados. Lá fora, os índices americanos fecharam em alta nesta quinta e os rendimentos do Tesouro caíram depois que os dados dissiparam os temores de um mercado de trabalho superaquecido, o que apoiaria uma política mais agressiva do Fed.

O S&P 500 recuperou todas as perdas sofridas nos dois dias anteriores, com mais de 95% de suas ações avançando, embora em negociações de baixa liquidez por conta do final do ano. Fechou com alta de 1,75%.

O índice de alta tecnologia Nasdaq Composite teve avanço de 2,59%, com a Tesla (TSLA) subindo cerca de 8% e gigantes da tecnologia, incluindo Apple (AAPL) Amazon (AMZN) e Microsoft (MSFT), também entre os maiores ganhadores. As ações de tecnologia asiáticas subiram mais cedo em meio a sinais de que a China está diminuindo a repressão regulatória.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos caíram quatro pontos-base, interrompendo uma alta de 20 pontos-base de uma semana que pesou sobre o sentimento de risco.

O rali de fim de ano é uma luz no fim do túnel enquanto um ano sombrio para ações e títulos chega ao fim. As ações globais perderam um quinto de seu valor em 2022, o maior declínio desde 2008 em uma base anual, com a tecnologia sofrendo o peso da liquidação por conta das altas de taxas de juros.

Confira como fecharam os mercados nesta quinta-feira (29):

-- Com informações da Bloomberg News

-- Atualização com fechamento da B3

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