Bloomberg Línea — O dia começa com a divulgação de importantes indicadores econômicos na agenda local, e com os investidores digerindo os últimos resultados de balanços corporativos dos Estados Unidos. Enquanto isso, os mercados operam sem direção única, com os temores de uma desaceleração global pesando no sentimento.
Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta terça-feira (25):
1. Inflação
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) para o mês de outubro foi de 0,16% ante queda de 0,37% em setembro. Segundo divulgação nesta manhã do IBGE, somente três dos nove grupos do IPCA-15 tiveram queda de preços. Em outubro, as retrações foram vistas no grupo de transportes, queda de 0,64%, comunicação, queda de 0,42%, e artigos de residência, queda de 0,35%. No lado das altas, as maiores variações vieram de vestuário, alta de 1,43%, e saúde e cuidados pessoais, alta de 0,80%. Além disso, após a queda de 0,47% em setembro, o grupo alimentação e bebidas registrou alta de 0,21% em outubro. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,80% e, em 12 meses, de 6,85%. Em outubro de 2021, a taxa foi de 1,20%.
2. Confiança do consumidor
A confiança do consumidor recuou 0,4 ponto em outubro em comparação com setembro, para 88,6 pontos, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas nesta terça (25). Em relação aos indicadores que medem a satisfação dos consumidores com a situação corrente, há uma percepção de melhora da situação econômica geral. O indicador deste quesito subiu 0,8 ponto, para 83,1 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020. Já a avaliação sobre a situação financeira das famílias avançou 1,6 ponto, para 66,5 pontos - nível ainda extremamente baixo. Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens, explica que “O endividamento das famílias e as taxas de juros mais elevadas limitam uma recuperação mais robusta”.
3. Mercados
Os futuros americanos oscilam nesta manhã, com os investidores aguardando novas pistas sobre a economia americana e digerindo os resultados das empresas de tecnologia. Às 9h10, o Dow Jones futuro caía 0,44%, o S&P recuava 0,33% e o Nasdaq caía 0,12%. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, subia 0,03% no mesmo horário. As bolsas europeias operavam sem direção mista, com investidores digerindo uma série de lucros corporativos e avaliando as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve, o BC dos EUA. Assim, o FTSE de Londres caía 0,68%, enquanto o Stoxx600 subia 0,11% no mesmo horário.
4. Manchetes do dia
- Estadão: Equipe do Ministério da Economia estuda retirar do IR dedução de gasto com saúde e educação
- Folha de S. Paulo: Bolsonaro acumula desculpas para tentar se afastar do ataque de Roberto Jefferson a policiais
- O Globo: Oposição predomina nas redes e atua para reforçar vínculo de Jefferson, preso após tiros e granada, com Bolsonaro
- Valor: Resultado dos bancos deve registrar leve desaceleração
5. Agenda
Na agenda local, os destaques do dia são a divulgação da prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) do mês de outubro, o índice de confiança do consumidor e o início da penúltima reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Lá fora, nos EUA, a agenda de indicadores está mais robusta, com o número da confiança do consumidor do Conference Board, o índice de manufatura do Fed Richmond, índice de preços de imóveis, índice Redbook e os estoques de petróleo bruto.
A temporada de balanços também continua por lá, com Microsoft, Alphabet, Visa, Coca-Cola, Novartis, UPS, Texas Instruments, HSBC, SAP, General Electric, 3M, UBS, GM, Orange, Halliburton e Twitter divulgando seus resultados ainda hoje. Já na Zona do Euro saem o dados de empréstimos bancários, o índice CBI de tendências industriais de outubro do Reino Unido, os preços de bens importados da Alemanha e o índice de preços ao produtor da Espanha.
E também...
Os preços do petróleo caem nesta manhã, com os temores de uma desaceleração econômica pesando no sentimento dos investidores, seguindo os sinais de uma atividade econômica incerta nos Estados Unidos e na China, os dois maiores consumidores de petróleo do mundo. Às 8h30, o petróleo tipo Brent recuava 1,20%, a US$ 90,02 o barril, enquanto o WTI caía 1,50%, a US$ 83,30 o barril.
--Com informações da Bloomberg News
Leia também
Balanços e indicadores nos EUA guiam mercados; futuros de índices se inclinam à baixa