Setor de serviços cresce acima do esperado 4 assuntos do Brasil e do mundo

Confira os principais tópicos que vão marcar o sentimento dos mercados nesta sexta-feira (14)

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Bloomberg Línea — A semana termina com dados de serviços do Brasil e de varejo dos Estados Unidos. Por lá, os números fracos de vendas ressaltaram como os consumidores estão sentindo um aperto maior devido às pressões desenfreadas de preços. Já por aqui o setor de serviços avançou em três das cinco categorias analisadas, superando o nível pré-pandemia.

Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta sexta-feira (14):

1. Serviços

O volume de serviços no Brasil cresceu 0,7% em agosto frente a julho na série com ajuste sazonal. Com isso, o setor está 10,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 0,9% abaixo ponto mais alto da série histórica (novembro de 2014). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (14). A expectativa do mercado era de um crescimento de 0,2% na base mensal e de 6,9% na base anual.

O avanço foi acompanhado por três das cinco atividades analisadas, com destaque para outros serviços (6,7%) e informação e comunicação (0,6%), que avançou 1,8% nos últimos dois meses. A outro crescimento visto no mês foi o de serviços prestados às famílias (1,0%), o sexto seguido. Do outro lado, transportes tiveram queda de 0,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares mostraram estabilidade em 0,0%.

2. Varejo estagnado

As vendas no varejo dos Estados Unidos diminuíram o ritmo no mês passado, sugerindo que os consumidores estão ficando mais cautelosos com compras discricionárias diante da pior inflação em décadas. O valor geral das compras no varejo foi pouco alterado em setembro, depois de um ganho de 0,4% revisado para cima em agosto, de acordo com os dados do Departamento de Comércio dos EUA nesta sexta-feira.

Excluindo a gasolina, as vendas no varejo cresceram apenas 0,1%. Uma estimativa mediana da Bloomberg com economistas apontava para um avanço de 0,2% nas vendas no varejo. Sete das 13 categorias analisadas caíram em setembro de acordo com o relatório, incluindo uma queda nas receitas de concessionárias de automóveis, lojas de móveis, lojas de artigos esportivos e lojas de eletrônicos.

3. Mercados

Os futuros americanos oscilam nesta manhã com os investidores monitorando os resultados de grandes bancos depois que o JPMorgan Chase e o Wells Fargo reportaram seus resultados acima das expectativas do mercado. Às 9h30, o Dow Jones futuro subia 0,24%, o S&P avançava 0,06% e o Nasdaq ia na direção contrária, com queda de 0,31%. O Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, avançava 0,61%.

Na Europa as bolsas seguiam um movimento de alta com o aumento das especulações de que o governo do Reino Unido poderia estar prestes a voltar atrás em sua política fiscal. Às 9h30, o FTSE de Londres subia1,08%, enquanto o Stoxx600 tinha alta de 1,25%.

4. Manchetes do dia

  • Estadão: Alexandre de Moraes suspende investigações do Cade e da PF sobre empresas de pesquisa
  • Folha de S. Paulo: Moraes barra inquéritos da PF e do Cade contra institutos de pesquisa
  • O Globo: Vídeos com fake news sobre Lula e Bolsonaro banidos pelo TSE seguem no ar e têm milhões de visualizações
  • Valor: Prosperidade do agronegócio explica ‘dois países’ em um só

5. Agenda

A agenda de indicadores local tem como destaque a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Brasil, do mês de agosto, que mostrou crescimento acima do esperado. Lá fora, nos EUA, a agenda do dia reserva uma série de dados de varejo, como as vendas no varejo de setembro, os preços de bens importados e exportados de setembro, além do balanço orçamentário e estoques das empresas de agosto e o sentimento do consumidor da Univ. de Michigan do mês de outubro.

A temporada de balanços também continua por lá, com os resultados do JPMorgan Chase & Co, Citigroup Inc, Morgan Stanley, UnitedHealth, U.S. Bancorp e Wells Fargo esperados para hoje. Outro evento esperado para hoje é o boletim trimestral do BoE, o Bank of England.

E também...

Os preços do petróleo caíam novamente nesta manhã e caminhavam para fechar uma semana de perdas, já que as medidas de combate à inflação dos bancos centrais ao redor do mundo colocam em risco o crescimento da economia global, somado à fraca demanda chinesa em meio a novos bloqueios impostos por conta do coronavírus. Às 8h30, petróleo tipo Brent caía 1,24%, a US$ 93,19 o barril, enquanto o WTI recuava 1,63%, a US$ 87,66 o barril.

- Com informações da Bloomberg News

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