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Com 26 anos, co-CEO de uma startup de US$ 12 bi conta como passou por 2 burnouts

Para Pedro Franceschi, co-CEO da Brex, empreendedor tem que ter rotina de atleta para aguentar a carga emocional de liderar uma equipe

Cofundador e co-CEO da fintech de cartões corporativos Brex, nascida no Vale do Silício
04 de Agosto, 2022 | 10:21 am
Tempo de leitura: 2 minutos

São Paulo — Pedro Franceschi é fundador e co-CEO da Brex. Com cinco anos de existência, a fintech de cartões corporativos do Vale do Silício já vale pouco mais de US$ 12 bilhões. Franceschi, com 26 anos, é um dos mais novos bilionários brasileiros, junto com seu sócio Henrique Dubugras. Mas o sucesso é uma faca de dois gumes e o jovem empreendedor conta que passou por duas síndromes de burnout (esgotamento por causa do trabalho) até voltar ao equilíbrio.

Ele não foi uma criança comum (pelos padrões convencionais). Desde os seis anos, Franceschi se interessava pelos computadores Macs de seus pais. Aos oito, começou a aprender programação. Trabalha desde os 13 anos, quando palestrou em um TED Talks depois de ser processado pela Apple porque desbloqueava iPhones.

Franceschi e Dubugras fundaram a fintech Pagar.me em 2013, no Brasil, quando tinham 18 e 19 anos, respectivamente. A Stone comprou a empresa dos dois jovens em 2016, quando Franceschi deixou o Brasil para se mudar para a Califórnia.

“Quando eu e Henrique saímos do Brasil, queríamos mudar para montar um negócio maior. A gente sabia que ser grande ou ser pequeno daria o mesmo trabalho. E para ser grande, na época, a Califórnia era o que tínhamos”, disse Franceschi durante o evento Expert, da XP, realizado em São Paulo na quarta-feira (3).

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A Brex foi fundada em janeiro de 2017 e em abril do mesmo ano recebeu seu cheque Série A. Até hoje, a startup captou US$ 1,5 bilhão em 11 rodadas, segundo o Crunchbase. A última, uma extensão da Série D de US$ 300 milhões, elevou seu valuation para US$ 12,3 bilhões.

“Tive uma experiência complicada de burnout”, disse Franceschi. Hoje, ele diz que entende que o empreendedor precisa ter uma “rotina de uma atleta”.

“Fazer isso todo dia. Terapia e meditação me ajudaram. O trabalho tem uma carga emocional muito grande, e corretamente, porque o papel do CEO é amparar o time”, contou.

Mas entender que não é insubstituível e preparar pessoas para a sucessão da empresa também ajudaram Franceschi e a cultura da startup. “Todo mundo se acha insubstituível, e, no fim, não são. As coisas são ensináveis, não são únicas de uma pessoa. Isso é verdade para todo mundo”, disse.

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Segundo executivo, na velocidade em que a Brex cresceu, foi necessário trazer líderes de fora da empresa, como um ex-executivo da Meta (a holding do Facebook), que se tornou líder de produto na fintech. Mas, agora, Franceschi afirma que a Brex está formando pessoas “em casa”.

“Se acontecer algo comigo, a empresa tem que ser maior do que eu. Temos que garantir que todo líder da empresa não só seja substituível mas veja como parte do sucesso ter alguém melhor, criando uma cultura de sucessão.”

Mesmo para uma startup nova, Franceschi afirma que os comportamentos dos novos funcionários não são os mesmos dos primeiros dias da empresa. O desafio para a Brex se manter uma startup inovadora é voltar à cabeça do “day one”, segundo o empreendedor. “É lembrar o jeito como nos comportamos no começo. A gente não ganhou 0,1% da jornada ainda, temos que nos se situar nessa trajetória. Sonhar grande é o que você faz na segunda-feira. Como desenhar esse processos no dia-a-dia”.

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Isabela  Fleischmann

Isabela Fleischmann BR

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups

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