Bloomberg — Os preços do petróleo caíam no início das negociações desta semana, com dados econômicos da China aumentando as preocupações de que uma desaceleração global possa minar a demanda.
O West Texas Intermediate negociava abaixo de US$ 97 o barril nesta segunda-feira (1), depois de afundar quase 7% em julho, na primeira perda mensal consecutiva desde o final de 2020. Os índices dos gestores de compras também enfraqueceram na Coreia do Sul e nos quatro maiores membros da área do euro.
O comércio de petróleo tem sido volátil nos últimos meses, pois as preocupações com uma desaceleração prejudicaram a demanda por commodities, mesmo quando os sinais subjacentes apontam para um mercado físico ainda apertado. Dados da semana passada mostraram que a economia dos Estados Unidos encolheu pelo segundo trimestre, acompanhando a decisão do Federal Reserve, o banco central americano, de elevar as taxas em 75 pontos-base.
Preços do petróleo
- O WTI para entrega em setembro caía 2,1% para US$ 96,57 por barril às 8h35, horário de Brasília
- O Brent para liquidação de outubro recuava 1,4%, para US$ 102,54 o barril
“Há muitas razões pelas quais o petróleo está em baixa”, disse Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS. “Indicadores da indústria chineses e europeus fracos, além da recuperação da produção da Líbia.”
A produção de petróleo da Líbia se recuperou após uma série de interrupções que reduziram mais da metade a oferta, de acordo com o ministro do petróleo do membro da Opep, o grupo dos países exportadores de petróleo. A produção nacional voltou a 1,2 milhão de barris por dia, um nível visto pela última vez no início de abril, disse Mohamed Oun em entrevista por telefone.
Ainda esta semana, os investidores voltarão o foco para uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, com o grupo definindo a política de produção para setembro.
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