Amazon diz que suas emissões de carbono aumentaram 18% em 2021

Maior varejista online do mundo tem um compromisso público de zerar suas emissões de gases de efeito estufa até 2040

Compromisso de zerar as emissões representa um enorme desafio para a empresa, que administra uma companhia aérea de carga, um amplo negócio de varejo e logística, além de lojas e escritórios
Por Matt Day
01 de Agosto, 2022 | 06:23 PM

Bloomberg — A Amazon (AMZN) disse que suas emissões de carbono cresceram 18% em 2021, seguindo o rápido crescimento da empresa durante a pandemia, que superou os esforços para reduzir as emissões que contribuem para o aquecimento global.

A maior varejista online do mundo emitiu 71,54 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono no ano passado, segundo a própria companhia nesta segunda-feira (1). O valor representa um aumento de cerca de 40% desde que a empresa divulgou o número pela primeira vez, em 2019.

No entanto, a intensidade de carbono – medida que divide as emissões pelas vendas de mercadorias – caiu 1,9%, um indicativo de maior eficiência.

A Amazon pretende zerar suas emissões de gases de efeito estufa até 2040 através do uso de veículos elétricos e outras iniciativas operacionais, além da compra de créditos vinculados a projetos que retirem carbono da atmosfera.

PUBLICIDADE
LEIA +
Mundo precisaria investir US$ 100 bi por ano para reduzir emissões de metano

O compromisso de zerar as emissões representa um enorme desafio para a empresa, que administra uma companhia aérea de carga, um amplo negócio de varejo e logística, além de lojas e escritórios.

O saldo das emissões geradas pela Amazon incluem os próprios escritórios da companhia, a compra de eletricidade, emissões dos veículos de colaboradores que fazem entregas, fabricação de produtos e outros. Ao contrário de outros varejistas, a empresa de Seattle contabiliza apenas as emissões da produção de sua marca própria.

“Os desafios que enfrentamos no caminho para zerar as emissões são consideráveis”, disse a Amazon em seu relatório. “Muitas novas tecnologias estão se mostrando promissoras em sua capacidade de reduzir as emissões de carbono, mas ainda podem exigir maior investimento.”

PUBLICIDADE

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

Startup colombiana troca o Equador pelo Brasil