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O que o índice Big Mac revela sobre o preço do dólar no Brasil

Em 2004, Big Mac custava cerca de R$ 4,50 no Brasil; agora, lanche custa R$ 22,90, um aumento de 149%

Índice Big Mac busca entender se moedas estão em seus níveis corretos
25 de Julho, 2022 | 02:19 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

São Paulo — Sem o combo com batatas fritas e refrigerante, um Big Mac custa R$ 22,90 no Brasil - enquanto, nos Estados Unidos, país de origem do McDonald’s (MCD), o mesmo lanche sai por US$ 5,15, o que representa uma taxa de câmbio implícita de 4,45.

Segundo o índice Big Mac, feito pela revista norte-americana The Economist, o real tinha uma depreciação de 17,5% em relação ao dólar em junho deste ano. Em 2004, o mesmo lanche custava US$ 1,70 no Brasil - e, considerando a cotação do dólar há 18 anos, que era de R$ 2,65, o Big Mac estava em torno dos R$ 4,50. Isso significa que houve um aumento de cerca de 149% no valor de janeiro de 2004 a julho de 2022.

Na sexta-feira (22), o dólar comercial fechou o pregão em alta de 0,05%, a R$ 5,499, acumulando alta semanal de quase 2%.

Até mesmo o euro está desvalorizado em comparação com a moeda dos EUA. Por lá, um Big Mac custa 4,65 euros, com uma taxa de câmbio implícita de 0,90. A diferença entre esta e a taxa de câmbio real, de 0,98, indica uma subvalorização de 5% na moeda europeia.

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A moeda com maior desvalorização em relação ao dólar é o bolívar venezuelano, com uma taxa de câmbio implícita de 1,94. O índice indica que moeda da Venezuela tem 65,8% de subvalorização. No país da América Latina, um Big Mac custa 10 bolívares.

Somente as moedas de cinco países avaliados pelo índice estão valorizadas em relação ao dólar. O dólar canadense, por exemplo, tem uma sobrevalorização de 2%; a coroa sueca, por sua vez, está 8,5% sobrevalorizada; o peso uruguaio, 18,1%; a coroa norueguesa, 21,6%. Já a moeda com a maior valorização em relação ao dólar é o franco suíço, com uma valorização de 30,3%.

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Tamires Vitorio

Tamires Vitorio

Jornalista formada pela FAPCOM, com experiência em mercados, economia, negócios e tecnologia. Foi repórter da EXAME e CNN e editora no Money Times.

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