Negócios

Por que os bancos de Wall Street estão contratando mesmo com recessão iminente

O Goldman Sachs foi o que mais contratou, aumentando sua equipe em 15% em um ano

Recente volatilidade do mercado se mostrou vantajosa para os bancos de Wall Street com grandes mesas de operação, já que mais profissionais são necessários para ganhar com grandes oscilações
Por Amelia Pollard
18 de Julho, 2022 | 04:19 pm
Tempo de leitura: 2 minutos
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Bloomberg — Mesmo em meio ao mercado de trabalho mais apertado em meio século e temores de uma recessão no horizonte, os grandes bancos americanos ainda aumentam suas equipes.

Goldman Sachs (GS), Morgan Stanley (MS), JPMorgan (JPM) e Citigroup (C) divulgaram uma força de trabalho significativamente maior no segundo trimestre em comparação com o ano anterior. O Goldman, com sede em Nova York, foi o que mais contratou, aumentando sua equipe em 15%. Nos seis maiores bancos americanos, o ganho médio no número de funcionários foi de 5,5% em comparação com meados de 2021.

A recente volatilidade do mercado se mostrou vantajosa para os bancos de Wall Street com grandes mesas de operação, como Goldman e Morgan Stanley, já que mais profissionais são necessários para ganhar com grandes oscilações. Mas a pressão por uma força de trabalho maior não é uniforme entre os grandes bancos americanos. As altas taxas de juros levaram os credores que se concentram no varejo a reduzir o número de funcionários à medida que a demanda diminui por alguns produtos de empréstimo, principalmente financiamento imobiliário.

Embora a probabilidade de uma recessão esteja aumentando, o CEO do Morgan Stanley James Gorman garantiu aos investidores durante uma teleconferência de resultados na semana passada que o banco ainda não mudou de direção. Mas a companhia tem uma grande ferramenta para lidar com qualquer desaceleração: controlar a remuneração para evitar que as despesas aumentem.

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“Temos um controle muito claro sobre o crescimento do número de funcionários”, disse Gorman. “Se as coisas realmente piorassem, principalmente nos EUA, tomaríamos uma posição muito mais agressiva. E obviamente temos a arma definitiva, que é a remuneração.”

O CFO do Goldman, Denis Coleman, também sugeriu que a empresa estava se preparando para qualquer desaceleração econômica na teleconferência de resultados do banco na segunda-feira. “Estamos tomando uma série de ações para melhorar nossa eficiência operacional”, disse. “Especificamente, tomamos a decisão de diminuir a velocidade de contratação e reduzir certos honorários profissionais daqui para frente.”

Bancos divergiram em suas táticas de contrataçãodfd

Nem todos os grandes bancos do país estão aumentando suas equipes. No segundo trimestre, o Wells Fargo (WFC) reduziu sua equipe em 6% em relação ao ano anterior, e o Bank of America (BAC) reduziu sua força de trabalho em 0,8%. Ambos são conhecidas por grandes operações de varejo.

Mesmo para um banco como o JPMorgan, que aumentou as contratações em todas as divisões no último trimestre, nem todas contrataram no mesmo ritmo. Sua unidade de varejo, que inclui crédito imobiliário, foi a que contratou menos.

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