Brasil

Brasília em off: as alternativas de Lula para comandar a economia

Apostas de integrantes da campanha do ex-presidente se concentram em um ex-presidente do BC e em um ex-ministro de governos do PT

Lula e Geraldo Alckmin, candidatos a presidente e vice-presidente: discussões sobre ministro da Economia em caso de vitória nas eleições
Por Martha Beck
03 de Julho, 2022 | 08:48 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve colocar um economista do PT no comando do Ministério da Economia caso vença a eleição em outubro. A aposta de integrantes da campanha é que, caso opte por um economista, Lula escolha um nome indicado por seu vice, Geraldo Alckmin. Nesse caso, o ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida seria o candidato preferencial.

Caso o ex-presidente precise de um nome mais político no cargo -- o que depende do equilíbrio de forças após a eleição de novos nomes para o Congresso --, o PT deve pautar a escolha. A aposta de integrantes da campanha é no ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, um dos principais auxiliares de Lula.

Trégua para evitar conflitos

O temor de confronto entre apoiadores levou as campanhas de Jair Bolsonaro e Lula à mesa de negociação. Os dois presidenciáveis estiveram em Salvador neste sábado (2) para as celebrações da Independência da Bahia e fariam atos políticos na mesma região em horários próximos, o que preocupou aliados de ambos e as forças de segurança.

A motociata de Bolsonaro estava prevista para sair às 8h do Dique do Tororó, próximo à Arena Fonte Nova, duas horas e meia antes do início de um ato de Lula para 15 mil pessoas no estacionamento do estádio.

PUBLICIDADE

A campanha petista cogitou transferir o evento para a tarde, mas os aliados de Bolsonaro propuseram manter o horário, mas levar o passeio de moto para o Farol da Barra, a cerca de 8 km de distância.

Solução para a Caixa

A troca de Pedro Guimarães por Daniella Marques no comando da Caixa Econômica Federal foi considerada pelo governo como a solução perfeita para a crise que levou à saída do executivo do cargo. A resposta às denúncias de assédio sexual contra Guimarães foi a escolha de uma mulher com experiência no mercado financeiro e com uma agenda inclusiva de crédito para mulheres que querem empreender.

Nome de confiança do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do próprio presidente, Daniella Marques relatou a interlocutores que já teve que lidar no passado com ambientes machistas de trabalho, nos quais ouvia piadas sexistas e testemunhava situações como mulheres serem convidadas a participar de vaquinhas para a assinatura de revistas masculinas.

Não ganha, mas também não perde

Para a campanha de Bolsonaro, as denúncias de assédio sexual contra Guimarães representam um grande desgaste, mas, do ponto de vista eleitoral, a avaliação é que se perdeu um público que o presidente já não tinha: o feminino.

PUBLICIDADE

Os estrategistas do presidente que estavam trabalhando para converter votos das mulheres agora terão que fazer um esforço dobrado, avalia um auxiliar do clã Bolsonaro.

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

Bolsonaro deve nomear Daniella Marques como nova presidente da Caixa

Fleury quer ‘alavancagem confortável’ após união com Pardini, diz CEO

PUBLICIDADE