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Petróleo pode subir para US$ 380 no pior cenário, alerta JPMorgan

Medida discutida pelo G7 de colocar um teto para o preço do barril exportado pela Rússia pode ser desastrosa para o restante do mundo, segundo analistas

Petróleo: cotação pode disparar mais perto de US$ 400 o barril se a Rússia decidir reduzir a produção
Por Joe Carroll
01 de Julho, 2022 | 08:10 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Os preços globais do petróleo podem chegar a US$ 380 por barril se as penalidades em discussão para serem impostas pelos Estados Unidos e pela Europa levarem a Rússia a realizar cortes retaliatórios na produção da commodity, alertaram analistas do JPMorgan (JPM) nesta sexta-feira (1).

O preço considerado “estratosférico” implicaria um potencial de alta de 245,5% em relação aos cerca de US$ 110 na cotação de fechamento desta sexta. E alimentaria ainda mais a inflação global, que está nos patamares mais elevados em décadas pressionadas também pelos custos de energia.

As nações do Grupo dos Sete (G7, que reúne sete das maiores economias do mundo ocidental) estão elaborando um mecanismo para limitar o preço obtido pelo petróleo russo em uma tentativa de “apertar os parafusos” da máquina de guerra de Vladimir Putin na guerra contra a Ucrânia, que já dura mais de quatro meses.

Mas, dada a posição fiscal ainda robusta de Moscou, o país pode se dar ao luxo de reduzir a produção diária de petróleo em 5 milhões de barris sem prejudicar tanto a economia doméstica, escreveram, em nota aos clientes, analistas do JPMorgan, incluindo Natasha Kaneva.

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Para grande parte do mundo, contudo, os resultados de tal medida podem ser desastrosos. Um corte da ordem de 3 milhões de barris nos suprimentos diários elevaria os preços de referência do petróleo em Londres para US$ 190. O pior cenário, de um corte de 5 milhões de barris diários, poderia significar um petróleo “estratosférico”, de US$ 380 o barril, escreveram os analistas.

“O risco mais óbvio e provável com um teto de preço é que a Rússia opte por não participar [do mercado] e, em vez disso, decida retaliar, reduzindo as suas exportações”, escreveu o time de análise do banco americano. “É provável que o governo possa retaliar cortando a produção como forma de prejudicar o Ocidente. O aperto do mercado global de petróleo está do lado da Rússia.”

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