BofA: prepare-se para choque de recessão após pior semestre em 52 anos

Michael Hartnett, estrategista-chefe do banco de investimento, escreve em relatório que sinais em ‘níveis máximos mostram desaceleração à frente

BofA: Prepare-se para o choque de recessão após pior semestre em 52 anos
Por Sagarika Jaisinghani
01 de Julho, 2022 | 02:18 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Um “choque de recessão” começa para os mercados após o pior primeiro semestre para o S&P 500 em mais de 50 anos, disse o estrategista-chefe de investimentos do Bank of America (BAC), Michael Hartnett.

Enquanto as expectativas de aumentos agressivos das taxas de juros pelo Fed estão no pico, as expectativas de inflação não estão, e o indicador bull ou bear do BofA permanece em nível “máximo de baixa” pela terceira semana consecutiva, escreveu Hartnett em nota.

Tanto as ações quanto os títulos foram abalados por saídas nesta semana, já que os investidores temem que a economia global possa se contrair em meio à inflação descontrolada e bancos centrais com postura hawkish, ou seja, de política monetária agressiva.

Cerca de US$ 5,8 bilhões saíram dos fundos de ações globais na semana até 29 de junho, embora as bolsas dos Estados Unidos tenham visto pequenas entradas de cerca de US$ 500 milhões, disse o BofA, citando dados da EPFR Global. Os títulos tiveram resgates de US$ 17 bilhões, mostram os dados.

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Os mercados têm sofrido oscilações neste ano, com os investidores se desfazendo de ativos de risco com preocupações de uma recessão iminente, enquanto a inflação permanece firme, mesmo com os bancos centrais iniciando aumentos agressivos das taxas.

Ações e títulos em todo o mundo juntos registraram quedas recordes em valores, de acordo com dados da Bloomberg compilados desde 1990, com mais de US$ 8 trilhões varridos do índice S&P 500 em seu pior desempenho no primeiro semestre desde 1970.

Outros estrategistas aparentemente otimistas esperam que as ações se recuperem pelo menos parcialmente no segundo semestre, de acordo com pesquisas da Bloomberg.

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