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Internacional

Ações em queda e outros 4 assuntos para começar o dia

Veja os assuntos que devem marcar o sentimento dos mercados ao redor do mundo nesta quarta-feira (22)

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Por Eddie van del Walt
22 de Junho, 2022 | 10:10 am
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A quarta-feira (22) começa com a maioria dos índices globais apagando os ganhos da semana, enquanto o dólar se fortalece e o Bitcoin recua. No radar, mais alertas sobre chances crescentes de uma recessão, e os dados do mercado imobiliário americano, que mostraram contração. Também nos EUA, o governo estuda uma isenção tributária para a gasolina, enquanto a agenda econômica do dia coloca Jerome Powell, do Federal Reserve, o banco central americano, no centro das atenções.

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1. Ações em queda

É um dia difícil para as ações. Os índices apagaram os ganhos da semana, com grande parte da Europa registrando perdas mais robustas perto das 6h30 no horário de Brasília. O índice Euro Stoxx 50 caiu 2% e os futuros do S&P caíram mais de 1,5%. As ações ligadas ao setor de mineração e energia foram as que mais sofreram. O fraco apetite por risco também permitiu que o dólar se fortalecesse e os títulos subissem. Os títulos do Reino Unido tiveram um desempenho superior após os novos dados de inflação - surpreendentemente elevados. Os futuros de petróleo WTI e Brent caíram mais de 5%. O ouro à vista caiu US$ 5 para cerca de US$ 1.827 a onça. Já o Bitcoin recuou antes de encontrar suporte perto dos US$ 20 mil.

2. Perspectivas sombrias

A probabilidade de uma recessão econômica global já se aproxima de 50%, com os choques de oferta refletindo na inflação e no crescimento, de acordo com economistas do Citigroup (C). Um pouso suave ou “relativamente suave” é possível, mas exigirá que os choques de oferta diminuam e a demanda permaneça resiliente. Ao mesmo tempo, a Yardeni Research, casa de análise e estratégia sediada em Nova York, acredita que uma contração não é inevitável e, mesmo que ocorra, pode ser breve e superficial.

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3. Mercado imobiliário

No ranking da Bloomberg de mercados imobiliários em risco, a Nova Zelândia ocupa o topo e os Estados Unidos fica em sétimo lugar. Os EUA experimentaram um boom imobiliário alimentado por estímulos semelhante à bolha vista antes da grande crise financeira de 2008, mas isso tem diminuído gradualmente. As taxas de hipoteca estão se aproximando de 6%, a mais alta em quinze anos, fazendo com que as vendas de novas casas caiam, enquanto as vendas de casas antigas também caíram, desta vez para o menor patamar em quase dois anos, de acordo com dados divulgados na terça (21).

4. Isenção tributária

O presidente dos EUA, Joe Biden, pedirá ao Congresso que promulgue uma isenção de impostos sobre a gasolina, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto, enquanto o governo busca diminuir os preços nos postos de gasolina, que giram em torno de US$ 5 o galão. Biden disse no início desta semana que estava estudando o apoio à suspensão do imposto de 18,4 centavos por galão. Não está claro quanto tempo isso duraria. Enquanto isso, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) caiu para US$ 104 o barril, repetindo o declínio da última semana, em meio a possíveis isenções fiscais e preocupações de que os EUA possam estar caminhando para uma recessão.

5. Também hoje...

O presidente do Fed, Jerome Powell, está no centro das atenções do dia de hoje. Ele fará seu depoimento semestral sobre política monetária antes do Comitê Bancário do Senado, previsto para 10h30. Outros oradores da autarquia incluem Thomas Barkin, às 13h; Charles Evans, às 13h50; e Patrick Harker, às 14h30. Antes disso, o presidente Biden fala sobre “os preços da gasolina e o aumento dos preços de Putin” às 14h, na expectativa de que o Congresso promulgue uma isenção dos imposto sobre a gasolina. Além disso, a agenda de dados econômicos está relativamente leve. Além da divulgação semanal dos pedidos de hipoteca do MBA às 8h, o Consumer Price Index (CPI) para maio do Canadá é esperado para às 9h30. Os leilões de títulos de hoje incluem US$ 22 bilhões em notas de taxa flutuante de 2 anos às 12h30, e US$ 14 bilhões em títulos de 20 anos às 14h.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.

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