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Mercados

Petrobras pressiona Ibovespa em dia de rali em Wall Street; dólar cai

After Hours: Investidores acompanharam discussões de uma CPI sobre a estatal, ata do Copom e comentários de Joe Biden sobre recessão

Ibovespa fecha mais uma sessão abaixo do patamar dos 100 mil pontos
21 de Junho, 2022 | 05:30 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Com investidores monitorando o noticiário corporativo da Petrobras (PETR3; PETR4), o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão em queda de 0,17% nesta terça-feira (21), aos 99.684 pontos, na contramão de Wall Street, que teve um forte rali. Já o dólar recuou, negociado a R$ 5,13 no fechamento.

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As ações da estatal fecharam em queda de 1,06% (ON), a R$ 29,87, e 1,99% (PN), a R$ 27,07, apesar da alta do petróleo no exterior, com investidores locais cautelosos em meio às discussões em torno de uma CPI para investigar os recentes reajustes dos preços dos combustíveis pela empresa.

As maiores baixas na Bolsa, contudo, vieram de Cogna Educação (COGN3), que caiu 4,76%, e Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 4,10%. Na ponta oposta, dos maiores ganhos, destaque para as ações de Qualicorp (QUAL3), que subiram 6,68%, e de WEG (WEGE3), com alta de 4,98%.

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Nos Estados Unidos, as bolsas subiram mais de 2% nesta terça, na volta do feriado, impulsionadas por comentários do presidente americano Joe Biden de que uma recessão nos EUA não é “inevitável”.

As perspectivas, contudo, continuam ruins para investidores, que avaliam se o mercado atingiu o fundo do poço. A análise da história sugere que os mercados em baixa geralmente levam tempo para encontrar um piso, especialmente quando são acompanhados por uma recessão, como aconteceu na crise financeira de 2008, por exemplo.

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Confira como fecharam os mercados nesta terça-feira (21):

Ata do Copom

No âmbito doméstico, os investidores também digeriram nesta terça as novas informações da divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa Selic para 13,25% ao ano. No documento, o Banco Central reforça o cenário desafiador e afirma que uma extensão de seu ciclo de aperto monetário com outro aumento de juros (de igual ou menor magnitude) em agosto é necessária para garantir que as estimativas de inflação alta retornem à meta.

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“Acreditamos que o Copom acabará encontrando espaço para cortar a taxa de juros antes do que está implícito no cenário básico. Mas os quadros global e doméstico permanecem muito incertos. Portanto, concordamos que a melhor estratégia por ora é ser mais cauteloso, de modo a aumentar a probabilidade de trazer a inflação para a trajetória de metas”, disse Caio Megale, economista-chefe da XP, em nota.

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Em comentário, a Guide Investimentos também chama a atenção para a alta dos preços. “O documento mostra que o BC realmente passou a trabalhar com um objetivo mais flexível ao citar que busca trazer ‘a inflação projetada em 4,0% para o redor da meta no horizonte relevante’, visto que a meta de inflação para 2023 é de 3,25%.”

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Por outro lado, o documento também volta atrás com relação à fala de Bruno Serra de que o BC preferiria uma Selic parada por mais tempo, avaliando que ‘somente isso não asseguraria, neste momento, a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante’.”

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.