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Gabriel Medina rema contra a maré e cria fundo para investir em startups

Surfista explica à Bloomberg Línea por que decidiu liderar um novo fundo que focará em web3, cripto, NFT e metaverso mesmo com esse mercado em queda

O surfista brasileiro Gabriel Medina, agora um investidor potencial em startups de criptos e outros ativos
20 de Junho, 2022 | 07:11 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — O tricampeão mundial de surf Gabriel Medina é a primeira celebridade do país a conceber uma empresa de capital de risco. Ainda que Anitta e a atriz Deborah Secco já tenham investido em startups brasileiras como pessoas físicas, Medina se uniu a Ricardo Laureano Siqueira e ao family office Carpa para lançar a Kauai Ventures, mesmo em um momento de virada e de queda do mercado para startups.

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A empresa disse que o fundo traz para o mercado brasileiro um modelo de capital de risco “totalmente alinhado ao cenário atual”, com uma visão de negócios baseada em investimentos próprios, por meio de “seu capital”, sem nenhum LP (Limited Partner, isto é, fonte de onde geralmente vem o dinheiro que as empresas de venture capital administram e decidem como vão alocar).

“O objetivo da Kauai é investir nossos recursos próprios em empresas com potencial e que vão contar com todo o nosso suporte no dia a dia”, disse o CEO da Kauai Ventures, Ricardo Laureano Siqueira, que fundou as fintechs Maxipago (adquirida pelo Itaú) e Koin (adquirida pela Despegar, que é a Decolar no Brasil).

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O terceiro sócio do fundo é Ian Dubugras, cofundador e CEO do Carpa Family Office. O trio explica que analisará também oportunidades que possam demandar mais investimentos e que, nesses casos, a empresa pode operar em uma estrutura de Series LLC, contando com LPs, mas voltados a oportunidades específicas, diferentemente da maioria dos venture capital atuais. “Não vamos trabalhar com o modelo de blind funds tradicionais. Pretendemos trabalhar muito em parceria com os nossos parceiros e amigos”, disse Siqueira.

Mesmo com um mercado ameaçado por recessão, Siqueira acredita que o lançamento do Kauai acontece em um momento propício porque houve um ajuste significativo dos preços das participações.

“Entendemos que algumas oportunidades podem aparecer para que possamos investir e agregar aos produtos. Pretendemos fazer todo o processo com bastante calma e segurança.”

A Kauai Ventures se apoiará em web3 e criptos, investindo em NFTs, no metaverso e em projetos focados em sustentabilidade, bem-estar, além de social e gaming.

A campeã do tênis Serena Williams também investe nesses setores por meio de seu fundo de capital de risco, e Neymar, amigo de Medina, desembolsou US$ 1,1 milhão em janeiro por dois NFTs da coleção Bored Ape Yatch Club, uma das mais valiosas que existem. Agora, o surfista traz para o escritório uma “ampla rede de parceiros e amigos que podem ajudar a fortalecer as investidas”, disse a empresa.

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Em entrevista à Bloomberg Línea, o surfista afirmou que vinha conversando com sócios e amigos há algum tempo e “acompanhando grandes atletas e celebridades que admiro mundialmente, se tornando investidores de venture capital, principalmente nos Estados Unidos”.

“Discutimos sobre diversos formatos e esse é o que mais faz sentido com o que acredito, para poder apoiar empresas e empreendedores que estão criando inovações para meio ambiente, bem-estar e esportes. São assuntos com os quais me identifico e em que quero investir, e com sócios que já me acompanham no dia-a-dia e em quem confio muito”, contou Medina.

O surfista disse que já conversava com outros atletas e celebridades sobre oportunidades de venture capital e quis participar “do processo inteiro” em vez de embarcar como convidado em algum fundo já consolidado. “Confio muito nos meus sócios da Kauai para conduzir o processo. Estou bastante animado para aprender mais sobre o mundo de investimentos e participar do ecossistema de empreendedorismo ao lado de pessoas fora de série”, disse o atleta.

Siqueira explica que a empresa não pretende investir no movimento especulativo das negociações de criptomoedas, mas na geração de valores por meio de ativos ligados à web3, como a emissão de NFTs. “Entendemos que as NFTs não devem ser um fim em si, mas um meio para se conseguir algo maior, como criação de comunidades específicas ou geração de valores e monetização nos mercados de carbono, por exemplo”, explica.

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Isabela  Fleischmann

Isabela Fleischmann BR

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups