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Viagens

Retomada do turismo: quais desafios enfrentam as agências de viagem?

Um dos setores mais afetados pela pandemia está se recuperando; quais limitações a área encontra para voltar a prosperar?

Conectividade é um dos problemas para retomada da atividade
Por Mariano Espina (BR)
12 de Junho, 2022 | 08:05 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O turismo e todas as atividades decorrentes deste setor foi um dos mais atingidos – se não o mais atingido – durante a pandemia do coronavírus. As restrições obrigaram diferentes empresas a rever seus modelos de negócios. Algumas fecharam as portas, outras reduziram seu tamanho, outras se diversificaram.

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Quase dois anos e meio após as primeiras infecções por covid-19 no mundo, várias empresas do setor ainda estão se recuperando. E esse processo traz algumas dificuldades que deixam o crescimento mais lento.

A Travel Services, antiga TTS Viajes, é uma das cinco principais agências de viagens da Argentina. Dentro do ramo, ela atua em quatro segmentos: férias, viagens de negócios, intercâmbio e turismo de entrada. Desde meados de 2020, impulsionada pelo impacto da pandemia, a empresa argentina decidiu criar três novas empresas com o objetivo de diversificar o modelo original da empresa. Assim surgiram a Basset, que oferece serviços tecnológicos para o setor de turismo; a Inmotion, produtora integral de eventos corporativos; e a The Call Market, empresa de atendimento ao cliente.

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Recuperação

No que diz respeito a viagens de negócios, em abril deste ano, o ramo corporativo está em 40% do nível (em quantidade) de viagens em comparação com o mesmo mês de 2019. A empresa aponta que “a burocracia tem um papel importante na lenta recuperação das grandes empresas em viagens de negócios”.

Os dados revelam que as pequenas e médias empresas retomaram as viagens muito mais rapidamente que as grandes empresas. Os setores que nos primeiros quatro meses de 2022 mais contribuíram para a recuperação nas viagens de negócios foram os de energia, petróleo e gás, mineração, alimentos e bebidas e a indústria farmacêutica.

Segundo a empresa argentina, o destino local mais popular era Córdoba. São Paulo e Miami lideravam a lista a nível global.

Córdoba recebeu um grande fluxo de turistas argentinos durante os últimos mesesdfd

Limitações

Pablo Aperio, Diretor da Travel Services, aponta que existem pelo menos quatro obstáculos para uma recuperação mais rápida. “Principalmente na parte de conectividade e companhias aéreas, há menos oferta e menos frequência. Isto será retomado pouco a pouco, mas é um dos problemas que temos”.

Em segundo lugar, ele menciona a decisão do Banco Central da Argentina, no final de 2021, de restringir o pagamento em prestações sem juros de passagens para o exterior. Além disso, “alguns turistas (principalmente os mais velhos) ainda sentem medo de viajar em tempos de covid”, afirma Aperio.

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Por fim, ele menciona “algumas restrições no acesso à moeda estrangeira, o que sempre representa um risco de que você não vai poder usar seu cartão ou comprar dólares”.

Expansão

A Travel Services atua na Argentina, Uruguai e Chile. A curto e médio prazo, a empresa planeja continuar a expansão para outros países, principalmente os de língua espanhola. “Nosso desafio é sempre continuar crescendo, por enquanto continuaremos nos mercados de língua espanhola, países que nos interessam por causa do volume de transações podem ser Colômbia, México e Espanha”, disse o diretor da agência.

--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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Mariano Espina

Mariano Espina (BR)

Jornalista argentino com especialização em política. Anteriormente, trabalhou nas redações do jornal El Economista e do portal Data Clave. Graduado em jornalismo pela Universidade de El Salvador.