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Internacional

Alívio da inflação e outros 4 fatos para você saber para começar o dia

Veja os assuntos que devem marcar o sentimento dos mercados ao redor do mundo nesta terça-feira (7)

Shipping containers on a container ship the Jawaharlal Nehru Port in Navi Mumbai, Maharashtra, India, on Sunday, Nov. 14, 2021. Congestion at many of the world’s major ports offered a snapshot of supply chains trying to avoid unprecedented bottlenecks, as cargo handlers searched for the quickest way to route goods through the clogged arteries of global commerce. Photographer: Dhiraj Singh/Bloomberg
Por Eddie van del Walt
07 de Junho, 2022 | 09:28 am
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A terça-feira (7) começa com possíveis sinais de alívio para a inflação global, dificuldades de governabilidade à vista para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pressão sobre os preços de commodities, ações em queda na Europa e uma agenda de dados mais tranquila adiante.

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1. Indicadores de inflação

Um medidor de preços de semicondutores, as taxas para o uso de contêineres no comércio exterior e os preços de fertilizantes na América do Norte sugerem que alguns dos principais fatores do lado da oferta que impulsionam os níveis recordes de inflação global estão mudando. E isso pode significar algum alívio à vista. Na Austrália, o Banco Central elevou a taxa de juros de forma mais ampla que o esperado na tentativa de controlar a inflação.

2. Os problemas de Boris

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, segue no poder depois dos votos suficientes de confiança que recebeu na segunda-feira (6), embora a escalada da tensão sugira que seus dias podem estar contados. A vitória mostra que os erros de Johnson deixaram o Partido Conservador dividido. Já o sentimento do investidor sobre a libra está perto do nível mais baixo de 2020, enquanto o Reino Unido enfrenta uma crise de custo de vida, uma possível recessão e uma insistente turbulência política.

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3. Alta de produtos básicos

Se por um lado há sinais de alívio nos dados acima citados, o rali das commodities mostra poucos sinais de pausa, levando o Bloomberg Commodity Spot Index, que mede uma cesta da categoria, a uma alta histórica. O petróleo está oscilando em torno de US$ 120 o barril, enquanto o gás natural, o petróleo e o trigo estão entre as maiores altas do ano. Mas qual commodity deve ter um desempenho superior no final do ano? O mundo atingiu o pico de demanda por petróleo? Como as commodities vão impactar a economia global por meio da inflação, pautas ESG, de governança ambiental, social e corporativa, geopolítica e mais. Esses são os assuntos da pesquisa MLIV Pulse a ser divulgada ainda nesta semana.

4. Ações em queda

As ações europeias cederam cerca de metade dos ganhos da segunda-feira (6) perto das 6h50, horário de Brasília, seguindo o movimento mais fraco das ações dos setores de tecnologia, varejo e mídia no Stoxx 600. Os futuros do S&P caíram 0,8%. Os títulos alemães lideraram um movimento de alta; os rendimentos dos papeis com vencimento em 10 anos caíram abaixo de 1,3% e seus pares americanos retornaram para o patamar de 3%. O iene japonês continua a perder força, sendo negociado perto de 133 por dólar. A libra teve um início de dia instável antes de se estabelecer perto de US$ 1,25 e depois da divulgação do PMI (Índice de Compras de Gerentes) de serviços mais forte do que o esperado. Tanto o WTI quanto o Brent registraram pequenas perdas e o ouro avançou perto de US$ 1.850 a onça.

5. Também hoje...

A agenda de dados econômicos do dia permanece relativamente tranquila, com a balança comercial dos EUA sendo conhecida às 9h30, e os dados de crédito ao consumidor, às 16h. Ambos os dados são de abril. Os bancos centrais estão sem agenda relevante, embora seja possível ouvir Pierre Wunsch, do BCE, que apresentará a Revisão de Estabilidade Financeira da Bélgica, ainda hoje. Os leilões do Tesouro incluem US$ 44 bilhões em notas de 3 anos às 14h. A empresa americana de manufatura JM Smucker é uma das poucas empresas programadas para divulgar seus resultados ainda hoje.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.

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