PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
ESG

ESG de verdade? Regulador americano quer impedir que fundos enganem investidores

SEC propôs uma série de novas restrições com o objetivo de garantir precisão na descrição dos investimentos

Globalmente, cerca de US$ 2,7 trilhões estão investidos em fundos negociados em bolsa e fundos mútuos rotulados como ESG
Por Lydia Beyoud e Saijel Kishan
26 de Maio, 2022 | 08:48 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A comissão de valores mobiliários dos EUA dá seu maior passo até agora para impedir que gestores enganem investidores quando afirmam que seus fundos estão focados em questões ambientais, sociais ou de governança.

PUBLICIDADE

A SEC propôs uma série de novas restrições na quarta-feira (25) com o objetivo de garantir que os fundos ESG descrevam com precisão seus investimentos. Alguns também precisariam divulgar as emissões agregadas de gases de efeito estufa das empresas nas quais investem.

Aumentam as preocupações com a falta de padrões consistentes para investimentos que afirmam ser sustentáveis, com o rótulo ESG aplicado em tudo, desde fundos negociados em bolsa até derivativos complexos. No governo Biden, esse tem sido um dos focos da SEC, que já havia sinalizado maior escrutínio.

PUBLICIDADE

“É importante que os investidores tenham divulgações consistentes e comparáveis sobre as estratégias ESG dos gestores para que possam entender quais dados balizam a categorização dos fundos e escolher os investimentos certos para eles”, disse o presidente da SEC Gary Gensler em comunicado.

Em uma das propostas, a SEC expandiria uma regra existente para garantir que os fundos rotulados como ESG invistam pelo menos 80% de seus ativos de maneira alinhada com essa estratégia.

A agência regulatória também avalia divulgações mais padronizadas sobre estratégias de investimento.

Os republicanos se opõem ao foco da SEC no ESG e dizem que a agência não deve desempenhar um papel na classificação da dívida municipal ou na tomada de decisões sobre financiamento a empresas de petróleo, gás e carvão.

“Essas propostas são projetadas para fabricar ativismo de fundos em questões ESG”, disse o comissário republicano Hester Peirce, que se opôs à proposta.

PUBLICIDADE

Na segunda-feira, a SEC anunciou que uma unidade do Bank of New York Mellon (BNY) concordou em pagar US$ 1,5 milhão em um acordo judicial sobre alegações de que havia indicado falsamente que alguns de seus fundos haviam passado por uma revisão de qualidade ESG. O BNY, que não admitiu nem negou as acusações, disse que tomou medidas para melhorar a comunicação com os investidores.

Globalmente, cerca de US$ 2,7 trilhões estão investidos em fundos negociados em bolsa e fundos mútuos rotulados como ESG, segundo dados da Morningstar. Esse crescimento astronômico gerou suspeitas de estratégias verdes de fachada e críticas de que esses investimentos têm impacto limitado no mundo real no que diz respeito a grandes problemas como as mudanças climáticas e a desigualdade de renda.

Veja mais em bloomberg.com

Leia também

Anitta é a mais nova sócia de empresa brasileira avaliada em R$ 2,2 bilhões