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Saúde

Superar a varíola dos macacos será mais fácil que a covid, dizem especialistas

Proximidade com vírus que causa a varíola, aliada aos investimentos no combate à doença, facilitarão tratamento e erradicação

Virus de la viruela del mono en fluido vesicular humano
Por Naomi Kresge e Corinne Gretler
24 de Maio, 2022 | 06:45 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A varíola dos macacos não é a próxima covid-19, e o mundo já tem as ferramentas necessárias para conter o surto, disseram especialistas em saúde pública.

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O vírus provavelmente não desencadeará a próxima pandemia, disse Seth Berkley, diretor executivo da GAVI Alliance, em entrevista à Bloomberg TV no Fórum Econômico Mundial em Davos. Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) também disseram nesta terça-feira (24) que a doença pode ser contida se as pessoas forem informadas sobre os sintomas para que possam reconhecê-la rapidamente.

Embora a varíola dos macacos esteja infectando pessoas em países em desenvolvimento há anos, sua rápida disseminação na Europa e nos Estados Unidos nos últimos dias elevou o perfil da doença nessas regiões e gerou preocupação. No entanto, o vírus não é tão transmissível quanto o coronavírus, e por estar intimamente relacionado ao vírus que causa a varíola, já existem vacinas e tratamentos.

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Os países podem cortar a cadeia de transmissão aumentando a conscientização e fazendo com que as pessoas reconheçam os sintomas precocemente, de acordo com Sylvie Briand, diretora do departamento de preparação e prevenção de epidemias e pandemias da OMS. 131 casos foram confirmados em 19 países à medida que a doença se espalhou nos últimos dias, segundo Briand.

Os sintomas iniciais de febre, dor muscular e linfonodos inchados podem ser seguidos por uma erupção cutânea e, às vezes, pústulas cheias de líquido que formam uma crosta. Acredita-se que o vírus se espalhe entre as pessoas principalmente por meio de gotículas respiratórias, embora também possa se espalhar por contato direto com fluidos corporais.

Uma grande proporção de casos no surto atual ocorreu entre homens que fazem sexo com homens, embora qualquer pessoa possa contrair a doença, independentemente de sua orientação sexual.

A OMS está investigando se o vírus sofreu mutação ou se uma mudança no comportamento humano à medida que as restrições contra a covid diminuíram contribuiu para sua disseminação. Os estudos iniciais não apontam para uma mutação, disse Briand.

Temos tudo o que precisamos para acabar com a epidemia antes que ela se torne um problema global”, disse Richard Hachett, diretor executivo da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias, em entrevista no Fórum. Isso se deve aos investimentos no combate à varíola, disse ele, ilustrando o valor da preparação para futuros patógenos.

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“A varíola dos macacos não representa o tipo de ameaça que a covid representou”, disse ele.

--Com a colaboração de Francine Lacqua.

--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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