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Biden e Georgieva rebatem medo de recessão que dá o tom em Davos

Tom otimista de dois guardiões da economia global segue uma semana de volatilidade que provocou ruídos no G7

“Nosso PIB vai crescer mais rápido que o da China pela primeira vez em 40 anos”, disse Biden
Por Alessandra Migliaccio e Nancy Cook
23 de Maio, 2022 | 10:19 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O presidente dos EUA Joe Biden e a chefe do Fundo Monetário Internacional Kristalina Georgieva rebateram os temores de recessão após uma semana de preocupações do mercado financeiro com a economia.

“Para alguns países, há agora um risco maior de recessão, mas não prevemos uma recessão global”, disse Georgieva em entrevista a Francine Lacqua da Bloomberg Television no Fórum Econômico Mundial em Davos. Biden respondeu “não” quando perguntado por se tal resultado era inevitável para os EUA.

O tom otimista de dois guardiões da economia global segue uma semana de volatilidade que provocou ruídos de preocupação dos ministros das finanças do G7. O S&P 500 evitou por pouco um fechamento em mercado de baixa na sexta-feira (20).

“Nosso PIB vai crescer mais rápido que o da China pela primeira vez em 40 anos”, disse Biden após se encontrar com o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida em Tóquio. “Isso significa que não temos problemas? Temos. Temos problemas que o resto do mundo tem. Mas menos grave do que o resto do mundo, por causa de nosso crescimento interno e força.”

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Georgieva reconheceu que o FMI projeta um crescimento mais fraco para o mundo do que havia previsto no ano passado e disse que há risco de mais rebaixamentos. Mesmo assim, observou, a previsão de 3,6% do fundo para 2022 corresponde à média da década anterior.

Muitos participantes do fórum no resort suíço de Davos estão menos otimistas. Na primeira reunião presencial desde o início da pandemia, eles veem um conjunto único de novas dificuldades que ameaçam comprimir as economias e prejudicar os padrões de vida.

Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, disse à Bloomberg Television que existe o risco de uma recessão global se os produtores de petróleo não ajudarem a manter os preços sob controle.

“Esta crise de custo de vida pode levar ao pior conjunto de desafios econômicos e sociais que vimos em quatro ou cinco décadas”, disse David Nabarro, enviado especial para Covid-19 na Organização Mundial da Saúde, disse no lançamento do Edelman Trust Barometer em Davos.

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O ministro da economia da Alemanha, Robert Habeck, disse que a guerra na Ucrânia mostra como o presidente russo Vladimir Putin está usando a fome como arma, enquanto Davide Serra, CEO da Algebris Investments, descreveu o clima em Davos como “triste” por causa do conflito.

“A três horas daqui, as pessoas estão morrendo e atirando umas nas outras”, disse ele à Bloomberg Television. “E então eu acho que é por isso que é diferente.”

Serra também previu que as ações dos EUA terão que cair ainda mais porque as expectativas de lucros ainda são muito altas.

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