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Planos de retorno ao escritório caem por terra nos EUA

Escritórios de Wall Street recuam em política de trabalho híbrido à medida que funcionários voltam

Employees at computers inside a Renaissance Insurance office in Moscow, Russia, on Wednesday, Sept. 15, 2021. A Russian insurance company backed by billionaire Roman Abramovich has picked banks to prepare it for an initial public offering, according to two people familiar with the matter. Photographer: Andrey Rudakov/Bloomberg
Por Matthew Boyle
15 de Maio, 2022 | 01:32 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Mesmo os chefes mais inflexíveis diminuem suas expectativas de retorno ao escritório nos EUA.

O chefe do JPMorgan (JPM), Jamie Dimon, tem sido um dos maiores críticos do trabalho remoto, argumentando que nada substitui a geração espontânea de ideias que resulta de topar com um colega na máquina de café.

Mas em sua carta anual aos acionistas no mês passado, o presidente do maior banco dos EUA admitiu que trabalhar de casa “se tornará mais permanente no mundo dos negócios americano” e estimou que cerca de 40% de sua força de trabalho de 270.000 pessoas trabalharia em um modelo híbrido, que inclui dias no escritório e em casa.

Logo após a mensagem de Dimon, um dos executivos seniores de tecnologia do banco disse a algumas equipes que poderiam reduzir de três dias por semana para dois sua presença no escritório, citando feedback interno.

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Muitos locais de trabalho de colarinho branco fazem recuos semelhantes, com funcionários que insistem em continuar trabalhando de casa enquanto enfrentam dificuldades com creches para filhos, deslocamento para o trabalho e se preocupam com o aumento de casos de covid-19.

Os chefes estão receosos de tomar medidas punitivas contra aqueles que não seguem seus ambiciosos planos de retorno, temendo que isso saia pela culatra no mercado de trabalho apertado de hoje. Isso os leva a reavaliar suas estratégias e reconsiderar o que é uma abordagem realista de longo prazo.

“Estamos vendo essas políticas caírem em tempo real”, disse Melissa Swift, líder de transformação para EUA da Mercer. “Anteriormente, havia toda essa conversa sobre como, para empregos de colarinho branco, a colaboração no escritório era importante. Isso está caindo por terra. Agora, apenas as pessoas que precisam girar uma chave de fenda precisam estar no escritório.”

Nem todos os trabalhadores se rebelam contra as diretrizes de retorno ao escritório, com variação entre empresas, setores e categorias de trabalho. Mesmo assim, os empregadores veem novos motivos para duvidar da viabilidade de suas diretrizes.

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As pessoas estão voltando a fazer quase tudo – viagens, restaurantes, shows, lojas – em meio a um afrouxamento geral nas restrições estaduais e federais relacionadas a covid nos EUA. Então não dá mais para os executivos esperarem que os funcionários voltariam obedientemente assim que essas regras fossem flexibilizadas.

Os exemplos de resistência ao retorno aos escritórios são muitos.

Na Apple (AAPL), um pequeno grupo de funcionários se opôs ao plano da fabricante do iPhone que em breve exigirá que a maioria dos funcionários corporativos esteja no escritório três dias por semana. Um grupo de trabalhadores chamado Apple Together escreveu uma carta aberta à liderança da empresa no mês passado, na qual os signatários pediam “para decidir por nós mesmos, junto com nossas equipes e gerentes diretos, que tipo de arranjo de trabalho funciona melhor para cada um de nós”.

Os funcionários também minimizaram o frequentemente citado desejo de colaboração pessoal, dizendo que “isso não é algo de que precisamos todas as semanas, muitas vezes nem todos os meses, definitivamente não todos os dias”.

A Apple não quis comentar.

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