Internacional

UE deve propor corte gradual de petróleo russo até final do ano

Conglomerado também pressionará para que mais bancos da Rússia e de Belarus sejam cortados do sistema internacional de pagamentos SWIFT

As sanções da UE exigem o apoio de todos os 27 países membros para serem adotadas e vários deles, como a Hungria, há muito resistem a medidas que visem o petróleo russo
Por Alberto Nardelli e Nikos Chrysoloras
02 de Maio, 2022 | 12:38 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A União Europeia deve propor a proibição do petróleo russo, com restrições graduais às importações até o final do ano, segundo pessoas a par do assunto.

A UE também pressionará para que mais bancos da Rússia e de Belarus sejam cortados do sistema internacional de pagamentos SWIFT, incluindo o Sberbank, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas. Os EUA e o Reino Unido impuseram sanções ao Sberbank, a maior instituição financeira da Rússia.

Uma decisão sobre as novas sanções pode ser tomada já na próxima semana em uma reunião dos embaixadores do bloco, segundo as pessoas. As medidas propostas, que compõem o sexto pacote de sanções da UE desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro, ainda não foram formalmente apresentadas e podem mudar antes que isso aconteça.

As sanções da UE exigem o apoio de todos os 27 países membros para serem adotadas e vários deles, como a Hungria, há muito resistem a medidas que visem o petróleo russo. Segundo reportagem da Bloomberg, a Alemanha, outro país que antes resistia, sinalizou seu apoio a uma proibição gradual.

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O ministro da economia da Alemanha, Robert Habeck, na quinta-feira disse em entrevista à emissora pública ZDF que Berlim não impediria um embargo de petróleo, mas expressou ceticismo de que seja o meio mais eficaz de prejudicar o presidente Vladimir Putin.

Um embargo de petróleo aumentaria dramaticamente os riscos para a UE, o maior consumidor de petróleo e combustível da Rússia, quando as tensões já são altas em torno do fornecimento de gás. Em 2019, quase dois terços das importações de petróleo do bloco vieram da Rússia.

Outras opções discutidas para reduzir a receita de petróleo da Rússia incluem tetos de preços, mecanismos especiais de pagamento e tarifas. Belarus seria incluída no pacote por seu papel em auxiliar a invasão russa, inclusive atuando como base para tropas no início da ofensiva.

A UE também estuda tratar de maneira diferente o petróleo que chega por navio e o que é transportado por oleoduto, que é mais fácil de sancionar, disseram as pessoas.

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As medidas visam atingir o máximo possível as receitas de exportações de petróleo russas sem causar turbulência nos mercados globais. Um aumento nos preços do petróleo pode aumentar a receita que Moscou obtém com as vendas, em vez de servir como punição.

As discussões ocorrem em meio a um impasse entre a UE e Moscou sobre como pagar as importações de gás. A UE disse que um mecanismo exigido pela Rússia para pagar os suprimentos em rublos violaria as sanções do bloco. A Rússia diz que vai parar de enviar gás para países que não cumprirem.

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