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Internacional

Macron tenta garantir dianteira na reta final da campanha

Franceses vão às urnas neste domingo para escolher entre reeleger o presidente Emmanuel Macron ou dar uma chance à candidata de extrema-direita Marine Le Pen

Macron y Le Pen
Por Ania Nussbaum e Samy Adhirni
23 de Abril, 2022 | 02:09 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — Emmanuel Macron está fazendo de tudo para consolidar a dianteira sobre a líder da extrema-direita Marine Le Pen antes das eleições francesas, marcadas para este domingo (24).

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Depois de ir à rádio France Inter na sexta-feira (22) de manhã, Macron foi à cidade sulista de Figeac, onde almoçou com moradores antes de fazer um discurso apaixonado para se manter no emprego por mais cinco anos. À noite, ele foi à BFMTV e deu entrevista à televisão LCI, tudo antes da meia-noite, já que depois disso os candidatos são proibidos de fazer campanha.

O líder francês de 44 anos convocou seus apoiadores a convencer o máximo de pessoas que puderem a se juntar a ele, numa tentativa de ativar o “front republicano” - termo que se refere à frente pluripartidária que impediu a extrema-direita de assumir o poder na França. Ele insistiu que sua vitória é certa.

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“É um referendo sobre o futuro da França”, disse Macron à BFMTV. “Vou trabalhar até meia-noite e depois vou ficar em estado de humildade e reflexão.”

A campanha tem sido essencialmente uma reedição do pleito de 2017, quando os votos foram dados em duas visões radicalmente opostas para a França.

O pró-Europa Macron defende reformas sociais e econômicas para tornar o país mais competitivo. Le Pen, 53, é uma eurocética que quer colocar o país numa rota nacionalista e nativista e tem prometido fazer gastos significativos para aumentar o poder de compra do povo.

Depois do primeiro turno duas semanas atrás, a distância entre os dois vinha sendo de meros dois pontos percentuais. O mercado se assustou. Mas o foco de Le Pen no aumento do custo de vida não foi suficiente para manter seu impulso quando Macron voltou as atenções para a guerra da Rússia na Ucrânia, e análises mais detidas sobre as propostas de Le Pen acabaram com seus esforços para parecer moderada.

Segundo as últimas pesquisas, divulgadas na sexta, a distância entre os dois aumentou para 11 pontos percentuais. Para reverter essa tendência, a nacionalista precisaria acertar um golpe significativo em Marcon no debate presidencial da última quarta à noite. Não conseguiu.

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Le Pen evitou repetir o desempenho desastroso que teve em 2017, mas teve dificuldade em desviar dos ataques de Macron, especialmente em suas propostas para a economia, e não conseguiu brilhar. A equipe dela tem dito que a imprensa tem sido muito crítica de sua performance.

Nos dias anteriores ao confronto, Le Pen aumentou os esforços para tentar parecer uma mulher do povo enquanto disseminava a imagem de que Macron é um líder arrogante que não entende os problemas da classe trabalhadora.

Na sexta, ela disse a eleitores que Macron estava tentando “brutalizá-la” durante o debate e o “desdém” que ele demonstrou em relação a ela mostra como ele vê a França.

Étaples foi o melhor lugar para apresentar o argumento. É uma cidade operária no norte separada por um rio do ostensivo condomínio à beira-mar Le Touquet-Paris-Plague, onde Macron tem uma casa e onde os moradores são mais otimistas sobre o futuro do que os apoiadores de Le Pen.

Em Figeac, Macron pediu por “unidade” e “equilíbrio”. Mais cedo, em entrevista a uma rádio, ele disse que cometeu erros que beneficiaram Le Pen.

“Ela se alimenta das coisas que não conseguimos fazer”, disse. “Coisas que eu mesmo não consegui fazer, como abafar uma determinada revolta, respondendo a demandas rápido demais, mas particularmente conseguindo dar uma perspectiva de prosperidade à classe média e à classe trabalhadora da França.”

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