Petróleo fica estável com lockdowns na China equilibrando demanda no mercado

Foco do mercado está diretamente nos desenvolvimentos da produção líbia e na demanda chinesa

Un centro de procesamiento de gas en Italia
Por Sharon Cho
18 de Abril, 2022 | 09:30 AM

Bloomberg — O petróleo pouco mudou em meio a sinais de que os lockdowns contínuos por covid-19 na China estão pesando na economia, contrariando as notícias otimistas de que os protestos estão fechando o fornecimento da Líbia.

O West Texas Intermediate (WTI) era negociado pouco abaixo de US$ 107 por barril, depois de subir na semana passada para o maior valor desde o início de março. A China registrou o maior declínio nos gastos do consumidor e a pior taxa de desemprego desde os primeiros meses da pandemia, enquanto Xangai registrou suas primeiras mortes por um surto contínuo do vírus.

Os suprimentos estão sendo atingidos à medida que a Líbia enfrenta mais interrupções nas entregas após manifestações contra o governo do primeiro-ministro Abdul Hamid Dbeibah nesta segunda-feira (18) fecharem Sharara, o maior campo de petróleo do país. Mais cedo, os manifestantes forçaram dois portos líbios a interromper o carregamento, com a produção fechada no campo El Feel.

O petróleo se recuperou este ano quando a guerra na Ucrânia interrompeu um mercado já apertado, com alguns traders evitando o petróleo russo. O aumento estimulou os EUA e aliados a anunciar a liberação de milhões de barris de reservas estratégicas para conter as pressões inflacionárias. A Opep e seus parceiros se recusaram a aumentar o ritmo em que estão restaurando a produção fechada durante a pandemia.

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O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, disse na semana passada que, se mais nações proibirem os fluxos de energia russos, os preços podem “exceder significativamente” os máximos históricos. Os EUA e o Reino Unido se moveram para barrar o petróleo do país após a invasão da Ucrânia por Moscou, e há pressão para que a União Europeia siga a mesma decisão.

“O mercado ainda está se decidindo sobre quanto petróleo russo pode ser expulso do mercado”, disse Matt Stanley, trader e corretor da Star Fuels em Dubai. “Isso mantém o Brent em cerca de US$ 110 o barril.”

Preços do petróleo

  • O West Texas Intermediate para entrega em maio caía 0,3%, para US$ 106,61 perto das 7h, horário de Brasília
  • Os preços mais ativos subiram pelo quarto dia consecutivo, marcando a mais longa sequência de ganhos desde meados de fevereiro
  • O Brent para liquidação de junho caiu 0,4%, para US$ 111,22 o barril na bolsa ICE Futures Europe.

Em um telefonema de fim de semana, o presidente russo Vladimir Putin e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman deram uma “avaliação positiva” de seus esforços para estabilizar o mercado de petróleo, sugerindo que nenhuma mudança na política de produção é provável. As duas nações lideram a aliança que agrupa a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus parceiros, conhecida como Opep+.

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