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ESG

Na África do Sul, mulheres não se sentem seguras trabalhando em minas

Após escândalo de assédio de mineradora em fevereiro, CEO da Anglo American comenta sentimento de funcionárias

Casos de assédio e bullying gerou aumento no escrutínio por parte de investidores
Por Felix Njini
09 de Abril, 2022 | 09:09 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Natascha Viljoen, CEO do negócio de platina da Anglo American, disse que as mulheres não se sentem seguras trabalhando no subsolo nas minas sul-africanas.

Embora a cultura tóxica da indústria de mineração não seja segredo algum, um relatório explosivo do Grupo Rio Tinto (RIO) de fevereiro revelou a escala e a gravidade do problema. O abuso de mulheres em minas da Austrália à África do Sul está aumentando o escrutínio dos investidores das maiores empresas de mineração do mundo.

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“Não fiquei surpresa com o relatório da Rio Tinto”, disse Viljoen, CEO da Anglo American Platinum, em uma conferência de mineração em Joanesburgo na quarta-feira (6). “Se alguém me disser que não enfrentamos o mesmo desafio na África do Sul, eu diria que é ingênuo”.

A investigação da Rio Tinto constatou que mais de um quarto das trabalhadoras sofreram assédio sexual e quase metade de todos os funcionários foram vítimas de bullying. O assédio sexual nas gaiolas – os elevadores – é um problema há anos na África do Sul.

Viljoen disse que conversou com uma funcionária que expressou preferência por usar como uniforme o macacão já estabelecido – embora este seja menos confortável – em vez do uniforme composto de duas peças separadas.

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“Para minha surpresa, ela se sente mais segura com um macacão porque ela diz ser mais difícil para tirar o macacão se alguém quiser atacá-la”, disse Viljoen, uma das poucas mulheres a comandar uma grande mineradora. “Se isso não afetar o cerne de nossos valores e nossa integridade como indústria, então acredito que nada vai”.

Embora o abuso de mulheres também seja uma questão social na África do Sul, a indústria de mineração deve assumir a responsabilidade de lidar com os desafios que enfrenta, disse o CEO da Amplats.

--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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