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Negócios

Samarco propõe limitar pagamento à Renova em US$ 1 bilhão

Os US$ 5 bilhões restantes previstos para a Fundação Renova seriam pagos pelos acionistas controladores Vale e BHP

Negociações devem continuar e a assembleia de credores de sexta-feira deve adiar novamente a votação de um plano de reestruturação
Por Cristiane Lucchesi
30 de Março, 2022 | 03:12 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A Samarco apresentou um plano aos credores que limita em US$ 1 bilhão em cinco anos os pagamentos a serem feitos pela empresa para os reparos do desastre em 2015 com uma barragem em Mariana, Minas Gerais, segundo documentos divulgados na quarta-feira.

Os US$ 5 bilhões restantes previstos para serem necessários para a Fundação Renova, que supervisiona os reparos, seriam pagos pelos acionistas controladores Vale e BHP, que manteriam dívidas da Samarco subordinadas a todas as outras, incluindo títulos de dívida externa, de acordo com o plano.

Os US$ 2,2 bilhões já pagos pela Vale e BHP à Renova desde que a Samarco entrou com pedido de recuperação judicial em abril de 2021 também seriam dívidas subordinadas a outras, segundo o plano.

Os credores disseram em documentos anteriores que esperam que a Samarco pague no máximo um terço do valor necessário para as reparações do desastre e Vale e BHP, o restante.

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Quatro planos foram apresentados pela empresa e credores desde a última assembleia de credores em 10 de março e nenhum acordo foi alcançado até o momento.

As negociações devem continuar e a assembleia de credores de sexta-feira, 1 de abril, deve adiar novamente a votação de um plano de reestruturação, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

“Apesar de pequenas mudanças nas versões mais recentes do plano, a atitude permanece ainda mais decepcionante vindo de duas das maiores e mais prósperas empresas do mundo, que se mostraram incapazes de assumir sua parcela de responsabilidade” no processo de desastre da barragem em Mariana, disseram os credores do comitê ad hoc em um comunicado à imprensa.

Com o apoio de Tito Martins, “um dos mais renomados especialistas do mercado global de mineração”, o grupo de credores está trabalhando em ritmo acelerado na elaboração de um plano alternativo, a ser apresentado nos prazos legais, disseram os credores.

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