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Pessimismo aciona sinal de compra de ações no Bank of America

Bolsas dos EUA e Europa estão recuperando as perdas sofridas desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia

Estrategistas de renda variável têm visões distintas sobre se a recente recuperação das bolsas ainda tem fôlego ou se é melhor aproveitar o momento para vender ações
Por Nikos Chrysoloras e Michael Msika
25 de Março, 2022 | 12:33 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Um indicador do Bank of America (BAC) dá sinal verde para compra de ações pela primeira vez desde o início da pandemia, em março de 2020, sinalizando espaço para valorização das bolsas globais nas próximas semanas.

“Foram oito ‘sinais de compra’ contrários desde 2013”, segundo relatório da equipe de estrategistas do BofA liderados por Michael Hartnett. “Os testes retroativos mostram que nas 12 semanas seguintes aos sinais de compra, as ações globais subiram 8%” e tiveram desempenho superior ao dos títulos de dívida com grau de investimento.

O sinal foi desencadeado pelo pessimismo dos investidores. Uma pesquisa global do BofA mostrou que os gestores de fundos estão alocando mais de 5% dos ativos em instrumentos de curtíssimo prazo e alta liquidez. A debandada das ações e do mercado de dívida corporativa de alto rendimento também indica que é hora de comprar, de acordo com o relatório.

As bolsas dos EUA e Europa estão recuperando as perdas sofridas desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, mas os principais índices acionários ainda acumulam queda no ano. Investidores temem que o aumento da inflação e dos juros vai atrapalhar o crescimento econômico e os lucros das empresas.

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O indicador contrário do BofA sinaliza compradfd

Os estrategistas de renda variável têm visões distintas sobre se a recente recuperação das bolsas ainda tem fôlego ou se é melhor aproveitar o momento para vender ações.

A equipe do BofA é pessimista convicta e prevê que o “choque” causado pela inflação recorde será seguido pelo choque de aumento dos juros e, eventualmente, pelo choque no crescimento econômico. Mesmo achando que “o forte início de março poderá continuar testando máximas”, isso significa que uma “oportunidade de venda forte aguarda” os investidores no segundo trimestre, afirmaram os estrategistas na quinta-feira.

Eles não são os únicos céticos.

“Os clientes que encontramos queriam aproveitar a alta para vender”, escreveram estrategistas do Barclays liderados por Emmanuel Cau em nota divulgada nesta sexta-feira, após reuniões nos EUA, Europa e Oriente Médio. “Portanto, o espaço para alta parece vir de quem quer evitar perdas.”

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