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Internacional

Otan amplia forças em meio a alerta sobre incidentes químicos

Alto funcionário dos EUA disse que Washington está trabalhando com aliados em posturas de preparação sobre armas russas de destruição em massa

Os principais países desenvolvidos do mundo planejam alertar o presidente Vladimir Putin contra o uso de armas químicas ou nucleares na Ucrânia
Por Michael Nienaber e Daryna Krasnolutska e Joshua Wingrove
24 de Março, 2022 | 12:35 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A Otan concordou em aumentar suas forças na porção leste da aliança de defesa, dobrando o número de grupos de batalha para oito, já que os EUA disseram que estão trabalhando com a Otan para se preparar para possíveis incidentes biológicos ou nucleares promovidos pela Rússia.

Os principais países desenvolvidos do mundo planejam alertar o presidente Vladimir Putin contra a implantação de tais armas em meio à sua paralisada invasão da Ucrânia, já que a Otan implorou à China que não fornecesse apoio econômico ou militar a Moscou.

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“Temos a responsabilidade de garantir que o conflito não se agrave ainda mais porque isso seria ainda mais perigoso e ainda mais devastador”, disse o chefe da Otan Jens Stoltenberg aos repórteres.

Um alto funcionário dos EUA disse na quinta-feira que Washington está trabalhando com aliados em posturas de preparação e dissuasão sobre armas russas de destruição em massa, bem como em possíveis medidas médicas e outras para ajudar a Ucrânia. O representante se pronunciou ao mesmo tempo em que o presidente dos EUA, Joe Biden, se reunia com líderes da Otan em Bruxelas, um dia depois que seu conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, minimizou os riscos de um ataque nuclear.

“Qualquer uso de armas químicas mudará totalmente a natureza do conflito”, disse Stoltenberg. “Será uma violação flagrante do direito internacional e terá consequências generalizadas e, claro, será extremamente perigosa.”

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Biden observou que o presidente Volodymyr Zelenskiy falou aos líderes da Otan por videoconferência na quinta-feira.

“Continuaremos a apoiá-lo e a seu governo com quantidades significativas e crescentes de assistência de segurança para combater a agressão russa e defender seu direito à autodefesa”, disse ele em comunicado após a reunião.

Biden está em Bruxelas para participar de reuniões de cúpula da Otan, do G-7 e da União Europeia. Os líderes mundiais tentam se mostrar unidos contra a invasão da Ucrânia e suas consequências econômicas.

Os líderes do G-7 planejam dizer que continuarão a impor “consequências graves” à Rússia, implementando totalmente as sanções que os países já impuseram e estão prontos para aplicar medidas adicionais.

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“Encarregamos ministros relevantes em uma iniciativa focada para monitorar a plena implementação das sanções e coordenar as respostas relacionadas a medidas evasivas, inclusive em relação às transações de ouro do Banco Central da Rússia”, de acordo com um esboço de comunicado conjunto obtido pela Bloomberg que os líderes planejam emitir quinta-feira.

Os EUA anunciaram um novo pacote de sanções às elites russas, legisladores e empresas de defesa, incluindo Herman Gref, chefe do Sberbank da Rússia e conselheiro de Putin, e 17 membros do conselho da instituição financeira russa Sovcombank.

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A Rússia sofreu perdas substanciais nas primeiras semanas do conflito. Pelas estimativas da Otan, pelo menos 7.000 soldados morreram e o número real de mortos talvez já tenha chegado a 15.000. O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou na quinta-feira que a Rússia provavelmente irá mobilizar reservistas, convocar recrutas e contratar milícias privadas e mercenários estrangeiros.

Enquanto isso, a Ucrânia mostrou uma unidade e força inesperadas no mês passado, apesar dos ataques severos contra alvos civis e de milhões de pessoas que fugiram de suas casas.

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Os alertas dos EUA sobre incidentes químicos e nucleares demonstram temor crescente na Casa Branca. Biden disse na quarta-feira que existe “ameaça real” de que a Rússia use armas químicas.

Representantes da Otan estão estudando diferentes cenários de uso de armas químicas de destruição em massa, segundo as fontes que trabalham na organização. Uma possibilidade é uma operação de bandeira falsa (estruturada para dar a aparência de que foi realizada pelo inimigo) envolvendo um acidente em uma fábrica de produtos químicos. A Ucrânia tem enormes quantidades de amônia, cloro e nitratos para uso na agricultura.

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Em outro cenário, a Rússia usaria uma arma química altamente tóxica em uma área bastante ampla, segundo as autoridades. No entanto, um ataque desses permitiria atribuição imediata e não está claro se a Rússia prefere evitar isso, acrescentaram as fontes.

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