PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Internacional

Casa Branca deve aumentar orçamento de segurança nacional para US$ 813,3 bilhões

Sob anonimato, funcionário da Casa Branca disse que este é um dos maiores investimentos de segurança nacional da história dos EUA.

Novo orçamento deve ser enviado ao Congresso americano na próxima segunda-feira (28)
Por Tony Capaccio e Roxana Tiron
24 de Março, 2022 | 04:14 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — O presidente Joe Biden planeja solicitar US$ 813,3 bilhões em gastos com segurança nacional - incluindo US$ 773 bilhões para o Pentágono - no orçamento federal que enviará ao Congresso na próxima segunda-feira (28), segundo autoridades familiarizadas com o plano e que pediram para não serem identificados antes de sua divulgação.

Este é um aumento de US$ 31 bilhões, ou 4%, em relação aos gastos aprovados para o ano fiscal atual e cerca de US$ 43 bilhões a mais do que o escritório de orçamento da Casa Branca havia projetado há um ano para o ano fiscal de 2023.

O orçamento de segurança nacional completo dos EUA inclui gastos para o Departamento de Defesa, as armas nucleares do Departamento de Energia e as funções de segurança nacional do FBI.

O orçamento reflete o crescente desafio militar da China e o desenvolvimento de novos e caros sistemas de defesa – desde a atualização do antigo arsenal nuclear do país até o desenvolvimento de novas armas hipersônicas. Ele foi concluído com a expectativa de que a Rússia provavelmente invadiria a Ucrânia e alguns gastos com defesa foram deslocados do acordo. O apoio no Congresso provavelmente será impulsionado pelo desafio adicional de enfrentar a Rússia.

PUBLICIDADE

O plano vai incluir US$ 130,1 bilhões para pesquisa e desenvolvimento - o maior pedido do Pentágono na categoria - que será direcionado para categorias como pesquisa acelerada em hipersônicos e inteligência artificial. Isso é cerca de US$ 15,6 bilhões a mais do que o escritório de orçamento havia projetado no ano passado.

Um funcionário da Casa Branca que recebeu anonimato para discutir o plano de gastos disse que é um dos maiores investimentos de segurança nacional da história americana que fortaleceria os aliados dos EUA na Europa e no Indo-Pacífico e forneceria ainda assistência à Ucrânia.

O governo solicitou US$ 145,9 bilhões para compras, cerca de US$ 9,4 bilhões a mais do que o projetado no ano passado. Entre os itens da lista de compra: 61 caças F-35 da Lockheed Martin Corp., menos do que o planejado anteriormente, bem como a aquisição inicial do bombardeiro B-21 da Northrop Grumman Corp. e dois submarinos da classe Virginia da General Dynamics Corp. e Huntington Ingalls Industries Corp.

A solicitação de orçamento também exigirá até US$ 548 milhões em melhorias na base industrial submarina nuclear americana.

PUBLICIDADE

O pedido de segurança nacional normalmente constitui cerca de metade de todo o orçamento federal discricionário que é aprovado pelo Congresso. A Casa Branca ainda não divulgou sua Estratégia de Segurança Nacional ou a Estratégia de Defesa Nacional gerada pelo Pentágono, que devem delinear a lógica estratégica para tais gastos.

Biden assinou uma lei de US$ 782 bilhões para atividades de defesa nacional em 2022, um aumento de US$ 32,5 bilhões em relação aos níveis fiscais de 2021. Fora disso, a fatia de gastos discricionários do Pentágono é de US$ 728,5 bilhões.

Preocupações com a inflação

Há uma disposição contínua, tanto entre os republicanos quanto alguns democratas importantes, de aumentar os gastos com defesa americana.

“O Congresso quase certamente aumentará ainda mais o orçamento do Pentágono devido à invasão da Rússia na Ucrânia, preocupações com a China, com o equilíbrio militar no Indo-Pacífico e a inflação”, disse Stacie Pettyjohn, membro sênior e diretora do programa de defesa do Centro para Nova Segurança Americana (CNAS). Ela disse que a inflação vai afetar todo o orçamento de defesa, particularmente os custos com pessoal, “que estão em um nível histórico, apesar do fato da força estar diminuindo”.

Membros republicanos dos painéis das Forças Armadas da Câmara e do Senado – liderados pelo deputado Mike Rogers, do Alabama, e pelo senador Jim Inhofe, de Oklahoma – têm pressionado Biden a solicitar um orçamento de segurança nacional para 2023 que considere a inflação mais 5% dos US$ 782 bilhões aprovados para este ano.

PUBLICIDADE

Ainda que a inflação consuma mais imediatamente preços do combustível e os salários e benefícios de militares, ela também afeta os contratos de aquisição de armas.

“Embora o número mais alto de defesa este ano em relação às projeções do ano passado reconheça o problema da inflação, ainda cria um problema, pois não é suficiente”, disse MacKenzie Eaglen, especialista em orçamento de defesa do American Enterprise Institute.

“Se o orçamento de defesa do presidente para 2023 não acompanhar a inflação e nem mesmo crescer nos níveis vistos no projeto de lei de gastos coletivo recentemente aprovado para 2022, o Congresso insistirá em aumentos maiores”, disse Eaglen.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, content producer da Bloomberg Línea.

PUBLICIDADE

Leia também

China vem comprando petróleo russo mais barato

Chefes do Fed se dizem prontos a agir com vigor contra inflação

Guerra muda cara do comércio global de commodities agrícolas