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Internacional

Pequim pede que cidadãos chineses na Rússia ajudem economia local

Embaixador chinês no país afirma que “este é um momento em que as empresas privadas, pequenas e médias podem ser cruciais”

China criticou sanções e prometeu manter “relações comerciais normais” com a Rússia
Por Bloomberg News
22 de Março, 2022 | 09:07 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O principal enviado da China para a Rússia pediu aos empresários chineses em Moscou que aproveitem as oportunidades econômicas criadas pela crise – estratégia que pode ajudar a atenuar os efeitos das sanções internacionais.

No domingo (20), o embaixador Zhang Hanhui pediu a cerca de uma dezena de empresários para que não perdessem tempo e “preenchessem o vazio” no mercado local, segundo a Associação Confúcio de Promoção da Cultura na Rússia em sua conta oficial do WeChat. Embora o resumo não mencionasse as sanções ou seu cumprimento, Zhang descreveu a situação como uma oportunidade.

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“A atual situação internacional é complexa. As grandes empresas enfrentam grandes desafios ou mesmo interrupções nas cadeias de pagamento e abastecimento”, disse Zhang, segundo a publicação, que inclui fotos da reunião. “Este é um momento em que as empresas privadas, pequenas e médias podem ser cruciais.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse em briefing nesta terça-feira (22) em Pequim que “a China e a Rússia estão conduzindo uma cooperação mutuamente benéfica em economia e comércio”, sem reconhecer a reunião do embaixador em Moscou. A embaixada chinesa em Moscou e a Associação Confúcio de Promoção da Cultura na Rússia não quiseram comentar.

O presidente Joe Biden alertou seu colega chinês Xi Jinping em uma ligação na sexta-feira (18) sobre “implicações e consequências” não especificadas se Pequim apoiar Vladimir Putin na invasão da Ucrânia. Japão, União Europeia, Reino Unido e outros aderiram a uma campanha de sanções liderada pelos Estados Unidos contra a Rússia em um esforço para isolar o regime de Putin e levar a guerra a uma resolução.

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Embora a China tenha criticado as sanções e prometido manter “relações comerciais normais” com a Rússia, as principais empresas chinesas até agora parecem estar cumprindo as penalidades.

Alicia Garcia Herrero, economista-chefe para Ásia-Pacífico da Natixis, disse duvidar que a pressão sobre as pequenas empresas chinesas na Rússia seja bem-sucedido. “Sobreviver às sanções é o mesmo para todos”, disse. “A sensação é que essas pequenas empresas privadas ouvirão a mensagem, mas ficarão muito relutantes, a menos que vejam as maiores empresas apoiadas pelo Estado chinês atendendo a esse pedido”.

Zhang disse que o governo chinês está buscando maneiras de se ajustar aos desafios de logística e pagamento na “nova situação”, em uma aparente referência ao regime de sanções. O enviado chinês deu exemplos não especificados e aconselhou os cidadãos a “se adaptarem” à nova realidade o mais rápido possível.

--Com a colaboração de Philip Glamann.

--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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