Internacional

Singapura espera que China use sua ‘influência’ sobre a Rússia

Ministro das Relações Exteriores declarou que decisões do governo chinês podem ser fundamentais para rumo da economia mundial

Singapura foi o primeiro país do sudeste asiático a impor sanções unilaterais contra a Rússia
Por Philip Heijmans
16 de Março, 2022 | 11:54 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O principal diplomata de Singapura disse esperar que a China use sua “enorme influência” sobre a Rússia para ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia, alertando que as decisões de Pequim nos próximos dias e semanas podem determinar o rumo da economia global.

“A grande questão agora é quais decisões China tomará e quais ações praticará”, disse o ministro das Relações Exteriores de Singapura, Vivian Balakrishnan, em entrevista a Haslinda Amin, da Bloomberg. “Se caminharmos para um aprofundamento da bifurcação da economia global, das cadeias de suprimento, da tecnologia, este será um mundo muito, muito diferente”.

No mês passado, Singapura se tornou o primeiro país do sudeste asiático a dizer que está impondo sanções unilaterais contra a Rússia por invadir a Ucrânia. Chamando a invasão de “talvez um momento ainda mais importante do que a queda do Muro de Berlim”, o diplomata disse que a China tem um interesse econômico maior do que a Rússia em um “mundo integrado e baseado em regras multilaterais”.

“Espero que eles exerçam sua influência com as características chinesas, ou seja, de forma quieta, discreta, mas efetiva”, disse Balakrishnan sobre o governo do presidente Xi Jinping. “Se for uma ilusão da minha parte, veremos nos próximos dias e semanas.”

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Os maiores bancos de Singapura restringiram financiamento comercial para matérias-primas russas, incluindo a suspensão da emissão de cartas de crédito em dólares americanos para negócios envolvendo petróleo e gás natural liquefeito, segundo pessoas com conhecimento do assunto. A Singapore Airlines também suspendeu todos os serviços de retorno a Moscou por motivos operacionais.

Singapura raras vezes impôs sanções a outros países sem aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Acreditamos que estamos em um ponto de inflexão”, disse Balakrishnan. “Singapura está defendendo princípios e expressando esperança nas regras de engajamento para esta nova era”.

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