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Bolsas asiáticas sobem, mas futuros de NY seguem sem força em dia de Fed

A Rússia iniciou o processo de pagamento de dívida com vencimento nesta semana para evitar o default

Bolsas asiáticas sobem, mas futuros de NY seguem sem força em dia de Fed
Por Andreea Papuc
15 de Março, 2022 | 10:22 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os mercados asiáticos de ações subiram nesta quarta-feira em meio a preços mais baixos do petróleo e uma recuperação das ações chinesas, embora os investidores permaneçam preparados para a volatilidade em torno da guerra da Ucrânia e da iminente decisão de política monetária do Federal Reserve.

As ações subiram no Japão, Coreia do Sul e Austrália. Os contratos futuros do S&P 500 (SPX) e do Nasdaq 100 (NDX) caíram após uma forte recuperação de Wall Street liderada pelo setor de tecnologia na terça-feira e um salto nas ações chinesas listadas nos EUA.

As ações da China estão sob forte pressão devido a temores regulatórios e especulações de que os laços de Pequim com a Rússia aumentam o risco de restrições nos EUA.

O petróleo flutuou depois de cair abaixo de US$ 100 o barril. Sinais de que as negociações nucleares do Irã podem ter sucesso apontam para a possibilidade de mais oferta, enquanto os lockdowns pela covid na China podem reduzir a demanda.

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Os títulos do Tesouro dos EUA seguem estáveis antes da decisão do Fed na quarta-feira. O yuan offshore caiu, depois de receber um impulso anterior de uma reportagem dizendo que a Arábia Saudita considera fazer pagamentos em yuan pelo petróleo vendido à China. O dólar continuou estável em relação às demais moedas e o ouro subiu.

Política monetária

Um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa do Fed, o primeiro desde 2018, para combater a alta inflação foi amplamente antecipado pelos investidores. Embora os mercados esperem um total de sete movimentos desse tipo neste ano, os formuladores de políticas também precisam levar em consideração os riscos de crescimento decorrentes da guerra e do isolamento da Rússia.

“A confluência de eventos que levaram a esta reunião coloca os formuladores de políticas em uma posição nada invejável”, disse Matt Rowe, diretor executivo da Nomura Securities International Inc., à Bloomberg Television.

Entre as últimas informações sobre a guerra, Ucrânia e Rússia devem retomar as negociações na quarta-feira. Um importante assessor do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy considerou as negociações como “difíceis”, mas disse que há espaço para concessões. Na Rússia, o presidente Vladimir Putin disse que a liderança da Ucrânia não age de forma “séria” para resolver o conflito.

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Default da Rússia

A Rússia iniciou o processo de pagamento de US$ 117 milhões em juros sobre títulos em dólar com vencimento na quarta-feira. Mas um default parece altamente provável por causa de sanções e decretos russos que provavelmente impedirão acordos em dólares.

Em outros mercados, as negociações com níquel devem ser retomadas na quarta-feira na London Metal Exchange, mais de uma semana depois de terem sido suspensas em meio a um short squeeze histórico.

Indicadores americanos mostraram o PPI (Índice de Preços ao Produtor) em 10%, ressaltando as pressões inflacionárias. Enquanto isso, a atividade manufatureira do estado de Nova York enfraqueceu consideravelmente no início de março. Juntos, ambos indicadores ressaltam o dilema do Fed nesta quarta.

“Estaremos observando de perto o gráfico de pontos do Fed, que esperamos sinalizar cinco ou seis aumentos nas taxas de juros este ano, mais do que as projeções de dezembro, mas em linha com as expectativas do mercado”, escreveu Lauren Goodwin, estrategista de portfólio da New York Life Investments. “Um gráfico de pontos projetando mais aumentos provavelmente seria um sinal hawkish e poderia resultar em uma inversão anterior da curva de juros.”

Aqui estão alguns eventos importantes para acompanhar esta semana:

  • EUA: Relatório de inventário de petróleo bruto da EIA, quarta-feira;
  • EUA: Decisão de taxa do FOMC e conferência de imprensa do presidente do Fed Jerome Powell, quarta-feira
  • Reino Unido: Decisão da taxa do Banco da Inglaterra, quinta-feira;
  • Zona do euro: A presidente do BCE, Christine Lagarde, a membro do conselho-executivo Isabel Schnabel, o membro do conselho do BCE, Ignazio Visco, e o economista-chefe, Philip Lane, falam em uma conferência, quinta-feira;
  • Japão: Decisão da taxa do Banco do Japão, sexta-feira;

Alguns dos principais movimentos nos mercados:

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Ações

  • Os futuros de S&P 500 (ESH2) tinham baixa de 0,3% às 10h15 em Tóquio (22h15 em Brasília). Na terça, o S&P 500 subiu 2,1%;
  • Os futuros do Nasdaq 100 (NQH2) caíam 0,1%. O Nasdaq 100 subiu 3,2%;
  • O índice Topix (TOPIX), de Tóquio, subia 0,6%;
  • O S&P/ASX 200 da Austrália (AS51) subia 1%;
  • O índice Kospi (KOSPI), de Seul, subia 0,6%;
  • Os futuros do índice Hang Seng (HSI), do Hong Kong, subiam 3%;

Moedas

  • O iene japonês (JPY) operava a 118,38 por dólar;
  • O yuan offshore (CNH) operava a 6,3891 por dólar;
  • O Bloomberg Dollar Spot Index (DXY) operava estável%;
  • O euro (EUR) subia 0,1% para US$ 1,0966;

Renda fixa

  • O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subia para 2,14%;
  • O rendimento de 10 anos da Austrália recuava dois pontos base para 2,50%;

Commodities

  • O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) estava em US$ 96,58 o barril;
  • O ouro era negociado a US$ 1.921,58 a onça.

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