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Braskem Idesa planeja expansão após fim de conflito com a Pemex

Novo terminal de importação da empresa terá capacidade para 65 mil barris por dia; capacidade atual é de 30 mil barris por dia

Investimento será de US$ 150 milhões para expandir em 20% a produção da planta de polietileno
Por Amy Stillman
10 de Março, 2022 | 01:29 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Braskem Idesa (BRKM5) planeja investir cerca de US$ 150 milhões para expandir sua principal unidade petroquímica no México, após a resolução de um conflito com a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

A joint venture entre a mexicana Idesa e a subsidiária do conglomerado brasileiro Novonor, antiga Odebrecht, usará os recursos para expandir em 20% a produção da planta de polietileno Etileno XXI até 2025, informou o CEO Stefan Lepecki em entrevista nesta quarta-feira (9).

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As operações da unidade foram suspensas em dezembro de 2020 devido a um conflito com a Pemex quanto ao contrato de fornecimento, que levou o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador a alegar benefício injusto por conta do pagamento de apenas 25% do preço de mercado do etano.

“Estabelecemos um novo relacionamento com o governo e a Pemex”, disse Lepecki. “O ano passado foi muito importante para a Braskem Idesa. Tivemos um diálogo importante com a Pemex e finalmente resolvemos a questão do contrato de fornecimento. Temos uma estratégia clara baseada nesse novo acordo com a Pemex.”

Expansão

A Braskem Idesa pretende expandir seu complexo petroquímico em Nanchital, no estado de Veracruz, após a conclusão do terminal de importação de etano no final de 2024, segundo Lepecki. A expansão permitirá que a empresa receba todo o etano – matéria-prima para produção de polietileno – em seu terminal de importação, em vez de depender da Pemex para quase metade do fornecimento.

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Avaliado em US$ 400 milhões, o terminal de importação de etano terá capacidade para 65 mil barris por dia, o suficiente para suprir todas as necessidades da planta e até mais em caso de expansão adicional, disse Lepecki.

A Pemex e o gabinete de imprensa de López Obrador não quiseram comentar, mas quando o acordo foi fechado há um ano, o presidente declarou apoio à construção do terminal da empresa.

O Centro Nacional de Controle do Gás Natural (Cenagas) cortou o fornecimento de gás da companhia durante o conflito com a Pemex. Em setembro do ano passado, a Pemex e a Braskem Idesa assinaram um novo contrato envolvendo pelo menos 30 mil barris diários de etano – cerca de metade do acordo anterior – até que o novo terminal de importação entre em funcionamento.

Lepecki afirma que a Braskem Idesa está pagando o preço de referência internacional pelo etano mais a logística da Pemex, mas não ofereceu mais detalhes.

“Com certeza, se você comparar nosso acordo no passado e o novo, há uma perda”, disse Lepecki. “Para comparar com o acordo anterior, a realidade é outra. Mas em termos de preços, continuamos muito competitivos para a América do Norte”.

A companhia atualmente utiliza uma instalação temporária para importar cerca de 30 mil barris por dia de etano e recebe entre 30 mil e 40 mil barris diários da Pemex.

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O plano da empresa é produzir 90 mil toneladas de polietileno por mês no segundo semestre após a normalização das operações. Os problemas de fornecimento com a Pemex reduziram a atividade a 65% da capacidade de produção no ano passado.

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