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Internacional

Alemanha é obstáculo para aumento das sanções à Rússia via SWIFT

Sberbank foi excluído da lista inicial de bancos removidos, dentro da estratégia de proteger transações de energia

Válvulas de gas natural
Por Alberto Nardelli e Michael Nienaber e Chiara Albanese
09 de Março, 2022 | 11:07 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Alemanha se colocou como principal obstáculo à ampliação das sanções da União Europeia contra a Rússia que visam o maior banco do país e seu setor de energia.

Berlim é atualmente a parte mais importante que resiste aos esforços para incluir o Sberbank à lista de instituições financeiras russas barradas do SWIFT – o sistema de mensagens bancárias que movimenta o comércio global. A informação é de diversos diplomatas a par do assunto e consta em documentos vistos pela Bloomberg.

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O Sberbank, detentor de metade dos depósitos de pessoas físicas na Rússia, foi excluído da lista inicial de bancos removidos do SWIFT, dentro da estratégia de proteger transações relacionadas ao fornecimento de energia. No entanto, integrantes do bloco na Europa Central e Leste Europeu pedem mais penalidades à medida que a Rússia intensifica os ataques à Ucrânia.

Documentos mostram que a Alemanha fez repetidos pedidos de cautela durante reuniões com diplomatas e ministros nos últimos dias. O chanceler Olaf Scholz se manifestou publicamente, pedindo contenção nas sanções que podem afetar o abastecimento de energia.

Ele disse nesta semana que se opõe ao corte de suprimentos da Rússia e que as entregas de petróleo e gás têm “importância essencial” para a economia europeia. O chanceler acrescentou que a continuidade das importações de energia é uma “decisão consciente”.

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A postura da Alemanha ameaça criar divisão em um aspecto fundamental dos esforços dos aliados para punir o Kremlin pela guerra na Ucrânia. O presidente Joe Biden anunciou na terça-feira (8) que os EUA vão proibir importações de combustíveis fósseis russos, incluindo petróleo. O Reino Unido tomou providências semelhantes.

Após a inesperada promessa da Alemanha de fornecer armas à Ucrânia e acelerar os gastos com defesa, o país volta a ser criticado por tentar proteger sua economia, que depende da Rússia para obter mais da metade de seu suprimento de gás e mais de um terço de seu petróleo.

“A Alemanha fez um ato heroico? Não, está fazendo muito pouco”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em comentário ao jornal Welt na quarta-feira.

Autoridades alemãs estão cientes que podem sofrer maior pressão para afetar o setor de energia da Rússia, mas cautelosas com a escalada das tensões — e sentem que têm apoio de outros países membros da UE nessa questão, segundo pessoas a par do entendimento dentro do governo alemão.

O ministro das Finanças, Christian Lindner, disse que discussões sobre sanções financeiras adicionais estão em andamento e que nada pode ser descartado.

Um dos diplomatas da UE relatou que outros países da Europa Ocidental, incluindo a Itália, se alinhariam à decisão no âmbito do SWIFT se houver uma posição unificada. Altos funcionários da UE também apoiam a medida, disse uma das fontes. Outro servidor informou que o trabalho técnico a respeito de Sberbank e SWIFT está em andamento.

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