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Empresas aceleradas pela Endeavor têm salto de 61% na receita em 2021

Quase 300 empresas foram aceleradas pela rede global de empreendedores no Brasil, segundo relatório de impacto de 2021

Com programas de cinco meses, o Scale-Up Endeavor acelera startups brasileira
23 de Fevereiro, 2022 | 05:00 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg Línea — As empresas aceleradas pela Endeavor tiveram um crescimento de 61% na receita em 2021 em relação a 2020, gerando R$ 24 bilhões no ano passado. 

Com programas de cinco meses, o Scale-Up Endeavor acelera startups brasileiras. Em 2021, o programa teve 22 turmas e acelerou 249 empresas, lideradas por 533 empreendedores e empreendedoras de 17 estados brasileiros.

Além das scale-ups, a Endeavor disse ter auxiliado, com um programa de apoio, 102 empreendedores de outras 52 empresas. 

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Camilla Junqueira, diretora-geral da Endeavor no Brasil, comenta que empreendedores do Vale do Silício geralmente resolvem problemas incrementais, enquanto, no Brasil, esses empreendedores resolvem problemas estruturais, de finanças, educação e saúde, por exemplo. “Esses empreendedores têm a responsabilidade de endereçar os principais problemas do País fazendo inovação, tecnologia”, afirma. “A Endeavor reinveste o sucesso desses empreendedores na nova geração, temos plataforma e fundos olhando para isso”. 

No ano passado, cinco empresas lideradas por empreendedores da comunidade chegaram ao status de unicórnio no Brasil: MadeiraMadeira, Hotmart, Unico, Olist e Mercado Bitcoin. Agora, a Endeavor tem 11 unicórnios na rede brasileira.

Para Junqueira, esse marco de valuation bilionário não é um fim, mas um meio. “É uma validação do potencial da empresa de gerar impacto, especialmente para a América Latina, já que esse é um termo em dólar, é uma métrica global, que mostra a competitividade das empresas da América Latina para competir em nível global”. 

Os empreendedores da comunidade também fizeram quatro IPOs (Brisanet, Clearsale, VTEX e Zenvia) e tiveram seis M&As. 

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Para esse ano, a Endeavor no Brasil pretende crescer a diversidade de fundadores e fundadoras. “Nossa obrigação é aumentar a diversidade de gênero e raça na rede. Falamos de time, do conselho da Endeavor e de embaixadores. Que esses exemplos sejam cada vez mais diversos porque isso influencia a nova geração a se enxergar nesses empreendedores. Ficamos orgulhosos de ter o único fundador negro de um unicórnio que não só é da rede, como também se tornou conselheiro de administração da Endeavor”.

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Isabela  Fleischmann

Isabela Fleischmann

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups

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