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Nubank: Lucro supera expectativa no primeiro resultado após IPO

Após a divulgação dos resultados, as ações subiram 7,7% para US$ 9,48 no aftermarket de Nova York

"Acelerar expansão em novos mercados geográficos"
22 de Fevereiro, 2022 | 08:37 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Nu Holdings (NU), controladora do Nubank, registrou um lucro líquido ajustado de US$ 3,2 milhões no quarto trimestre do ano passado, resultado 79,2% menor do que o ganho de US$ 15,4 milhões obtido no mesmo período do ano anterior. O resultado positivo ficou acima das projeções de perdas de US$ 30 milhões dos analistas ouvidos pela Bloomberg.

O resultado ajustado desconsidera ganhos e perdas extraordinários no período e era longamente esperado por ser o primeiro após o IPO em dezembro, quando a companhia chegou à bolsa valendo US$ 41,5 bilhões.

Após a divulgação dos resultados, as ações subiram 7,7% para US$ 9,48 no aftermarket de Nova York.

No último trimestre do ano passado, a receita total somou US$ 635,9 milhões - expansão de 224,3% em relação ao mesmo período de 2020, já livre de efeitos cambais. As receitas com comissões e serviços somou US$ 196,4 milhões - 74% superior ao do mesmo trimestre do ano anterior.

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Segundo o Nubank, houve um crescimento contínuo da base de clientes, que atingiu 53,9 milhões em dezembro (62% superior ao visto um ano antes). Ao mesmo tempo, ocorreu uma expansão de 75% nas receitas médias mensais com clientes. Essa receita saltou de US$ 3,2 mensais para US$ 5,6 do último trimestre de 2020, na comparação com o último trimestre de 2021.

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  • Em termos contábeis líquidos, a instituição teve um prejuízo de US$ 66,2 milhões no quarto trimestre - 36% menor do que os US$ 103,7 milhões do mesmo período.
  • No ano passado como um todo, o banco teve um lucro ajustado de US$ 6,6 milhões, comparado a um prejuízo ajustado de US$ 26,8 milhões de 2020. Foi o primeiro ano em que teve resultado positivo em termos ajustados.

Na divulgação de resultados, o Nubank destacou que somou 5,8 milhões de clientes no último trimestre, atingindo um total de 53,9 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. Segundo a instituição, mais de 55% dos clientes ativos mensais que já eram clientes da companhia há mais de um ano adotaram o Nu como seu “relacionamento bancário principal”.

O Nubank apresentou uma série de métricas de receitas e de custos por clientes que difere das normalmente divulgadas pelos bancos tradicionais. Uma delas é a que mede o custo médio mensal de atendimento por cliente ativo, que diminuiu 20,4% para US$ 0,9 no quarto trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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Para David Vélez, fundador e CEO do Nubank, o cenário macroeconômica para o Brasil é motivo de preocupação. “Mas estamos confortáveis com nossa estratégia de crescimento”, disse durante conferência com analistas.

“Estamos agora acelerando os esforços para desenvolver ainda mais o robusto ecossistema do Nu, aprimorar nossa plataforma digital e acelerar a expansão em nossos novos mercados geográficos de forma a melhorar o acesso financeiro para muitas outras pessoas”, disse Vélez.

(atualizado às 20h50 com expectativa dos analistas e cotações do aftermarket)

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Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.

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