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Internacional

Lufthansa suspende voos para Kiev por uma semana

Altos ministros dos EUA e da Europa se reúnem hoje, à medida que as tensões aumentam devido à escalada militar da Rússia perto da Ucrânia

A Rússia nega que planeje uma invasão e chama essas alegações de propaganda e “histeria”
Por Bloomberg News
19 de Fevereiro, 2022 | 01:36 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A companhia aérea alemã Lufthansa disse neste sábado (19) que estava suspendendo os voos de e para Kiev de 21 a 28 de fevereiro “e decidirá sobre novos voos em uma data posterior”. A Austrian Airlines, parte do Grupo Lufthansa, cancelará voos para Kiev e Odessa até o final de fevereiro.

As transportadoras ainda oferecem partidas para a cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, perto da fronteira polonesa, onde países como o Reino Unido realocaram temporariamente suas embaixadas.

O escritório da Otan na Ucrânia é o mais recente a se mudar para Lviv, e alguns funcionários também retornaram a Bruxelas, disse um oficial da aliança, acrescentando que o escritório continua operacional.

Altos ministros dos Estados Unidos e da Europa se reúnem hoje (19), à medida que as tensões aumentam devido à escalada militar da Rússia perto da Ucrânia. Joe Biden disse na sexta-feira que a inteligência dos EUA o leva a concluir que o presidente russo, Vladimir Putin, decidiu atacar a Ucrânia. O presidente americano disse que uma invasão - incluindo um ataque a Kiev - pode ocorrer em poucos dias.

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Veja mais: Biden diz estar convencido de que Putin decidiu invadir a Ucrânia

Países europeus, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, também estão soando alertas cada vez mais frenéticos e instando seus cidadãos a saírem da Ucrânia, enquanto a Rússia nega que planeje uma invasão e chama essas alegações de propaganda e “histeria”. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy está na Alemanha para a Conferência de Segurança de Munique, onde também deve se reunir com autoridades dos EUA, incluindo a vice-presidente Kamala Harris.

Moscou e Kiev continuam a negociar alegações de violações de um cessar-fogo instável no leste da Ucrânia. Essa medida foi implementada como parte dos esforços para deter um conflito armado que eclodiu em 2014 entre separatistas apoiados pela Rússia e os militares ucranianos. O governo de Kiev se recusa a negociar com os separatistas, dizendo que eles são representantes de Moscou.

Macron e Putin conversam amanhã

O presidente francês Emmanuel Macron falará com o russo Vladimir Putin às 11h do horário da Europa Central, 7h00 de Brasília, no domingo (20), disse um porta-voz do Eliseu. A dupla conversou há uma semana por quase duas horas.

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Macron estava programado para falar neste sábado com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy.

No sábado, Zelenskiy conversou com o presidente do Banco Mundial, David Malpass, sobre o papel que o banco desempenha “na estabilidade do setor financeiro ucraniano”.

Países europeus chamam cidadãos de volta

Alemanha, Áustria e França estão entre os países europeus que pediram a seus cidadãos que deixem a Ucrânia o mais rápido possível, repetindo ou aumentando os alertas de uma semana atrás.

Veja mais: Rússia tem até 190 mil na região da Ucrânia, dizem EUA

O Ministério das Relações Exteriores da Áustria instou seus cidadãos a deixar a maior parte da Ucrânia devido às perspectivas de segurança imprevisíveis. O estado-membro da União Europeia, que é militarmente neutro, isentou as regiões mais ocidentais da Ucrânia do aviso de viagem.

A Alemanha intensificou seus comentários, dizendo que um confronto militar é possível a qualquer momento e que o apoio no país aos cidadãos alemães será limitado se isso acontecer.

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